Confusão deixou ambiente tenso
Curitiba - O tumulto começou logo no início da audiência pública quando um grupo de simpatizantes da administração municipal protestou contra a abertura dos trabalhos mesmo diante da decisão da Justiça. A presidente da Associação de Creches Comunitárias de Curitiba, Ada Pires de Oliveira, tomou a palavra e disse estar indignada com as autoridades do Ministério Público do Trabalho. ''Estamos aqui em obediência a uma convocação do Ministério Público do Trabalho em tom ameaçador. Deveríamos ter sido convidados para participar da reunião e não intimados. Deveríamos ser parceiros'', protestou sob o aplauso dos manifestantes parados na entrada do Teatro do Sesc da Esquina.
Os manifestantes começaram a se exaltar e impediram o pronunciamento dos demais inscritos na audiência. Os vereadores de oposição presentes na audiência até tentaram, sem sucesso, impedir o tumulto. O vereador Jorge Bernardi (PDT) chegou a dizer que os manifestantes eram comissionados da Prefeitura de Curitiba, contratados para a ''baderna''. O vereador André Passos (PT) advertiu uma funcionária pública identificada no tumulto de que ela não poderia estar entre os manifestantes. Gracia Maria, administradora regional da Prefeitura de Curitiba e detentora de cargo de confiança municipal, defendeu-se: ''Não tenho nada a ver com o manifesto. Estou aqui cumprindo o meu papel e chamando meus funcionários para que eles retornem para o trabalho.''
O presidente da Federação das Associações dos Moradores de Curitiba e Região Metropolitana, João Pereira, chegou a ser retirado com os manifestantes da audiência pública e protestou. ''Sou líder comunitário e tenho direito de defender a administração municipal. A lei garante o livre manifesto'', disse revoltado.





