Por volta das 19 horas, quando um ônibus da PM chegou à Ibiporã trazendo mais 50 policiais como reforço, a situação ainda era complicada. Os manifestantes tinham se apossado de algumas armas da delegacia e as repassaram aos prisioneiros. O pelotão de choque tomou conta da delegacia e dissipou a multidão, com tiros para o alto e bombas de gás lacrimogêneo.
Os 17 detentos que estavam nas celas foram desarmados e levados para o pátio. Segundo o delegado-chefe da 10ª subdivisão policial, Leonil Ribeiro, os prisioneiros foram removidos para o 4º Distrito, em Londrina.
Porém, mesmo controlando a delegacia, a confusão ainda reinou na rua 19 de Dezembro. Os manifestantes se mantiveram à distância de 100 metros da delegacia. De vez em quando, o vaivém de pedras recomeçava. Aos poucos, mais pessoas aderiam à confusão. A delegacia, sem luz, era rodeava por policiais. Eles davam gritos de guerra e ameaçavam a população, fazendo pressão psicológica, tentando dissipar a multidão que insistia em ficar no local. Ela recuava um pouco e voltava. Ao mesmo tempo, jovens e adolescentes jogavam pedras nos postes de iluminação próximos à delegacia, tentando dificultar o trabalho da PM em dissipar a confusão.
A situação só foi se acalmar por volta das 21 horas. Uns poucos jovens ainda permaneciam perto da delegacia. À uma distância de 150 metros, de vez em quando, eles xingavam os policiais e atiravam pedras. Um comandante da PM informou que eles ficariam de prontidão até vencer os manifestantes pelo cansaço. Se necessário, iriam utilizar a força. Até o início da noite, somente duas pessoas deram entrada em hospitais do município, feridas nos confrontos. Elas foram medicadas e dispensadas em seguida. (Jossânia Navolar com colaboração de Alexandre Sanches)

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