Confraternização, mas sem gafes
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
O fim de ano está chegando e com ele as tradicionais festas das empresas. A maioria delas regada a muita comida e bebida em uma clima de grande descontração. Mas, apesar do momento ser de confraternização, é preciso muito cuidado para não cometer as famosas gafes e se tornar motivo de piada ao longo do próximo ano. Para saber como agir nesta ocasião, a consultora de etiqueta Elizabete Côrtes, de Londrina, dá dicas para não cometer excessos e arranhar sua imagem pessoal e profissional.
''As pessoas devem entender que, apesar de ser uma festa, aquele é um ambiente de profissional e que ela precisa seguir determinadas regras de comportamento'', afirma a consultora. ''Mesmo que as pessoas insistam em dizer que não reparam, elas observam e analisam sim o comportamento das outras e por isso a importância de não exagerar. Tudo que é demais não é bom'', acrescenta.
Para a consultora de etiqueta, os primeiros cuidados devem começar antes mesmo de chegar à festa. Elizabete orienta que não é aconselhável, sob hipótese nenhuma, levar um acompanhante se o convite for restrito apenas ao funcionário.
''Se não avisaram anteriormente, pergunte para quem está organizando a confraternização. Simplesmente pergunte, não peça para levar a mãe, pai, irmão ou namorado. As festas são organizadas para um número determinado de pessoas e quando você pede para levar alguém, acaba criando um clima de constrangimento'' , explica a especialista.
Se a dúvida é levar ou não um prato de comida ou alguma bebida, Elizabete enfatiza que a melhor opção é levar somente se for solicitado pelos organizadores da festa.
Traje
Para a consultora, a preocupação com a imagem deve começar com a escolha da roupa. Nada de saias curtas, decotes ou transparências, no caso das mulheres. Os homens devem ir vestidos como se fossem para alguma reunião ou evento de trabalho, como se estivessem representando a empresa. ''Evite ser extremamente despojado e, em ambientes mais tradicionais, prefira o traje formal. Não precisa usar terno e gravata. Calça e camisa sociais resolvem bem'', diz.
Chegar atrasado nunca é algo recomendável, de acordo com Elizabete. A tolerância máxima é de 15 minutos. Além disso, ela acrescenta que não é de bom tom ir embora da festa muito cedo e nem ser o que fecha a festa.
A consultora detalha que a festa de confraternização é um bom momento para o funcionário demonstrar toda a sua etiqueta social e até mesmo uma boa oportunidade para divulgação de seu trabalho. ''Procure conversar com as pessoas de todas as rodas e evite formar panelinhas. Deixe a conversa rolar naturalmente, não precisa ser radical e deixar de falar de trabalho'', destaca. ''O evento pode ser uma boa oportunidade para que você conheça outros funcionários, chefes de outros setores e, em alguns casos, até mesmo de outras empresas.''
Presente
Se durante a festa for realizado um amigo-oculto, Elizabete aconselha que as características pessoais negativas do colega jamais devem ser citadas. ''Descrever o amigo-oculto como um gordinho ou careca, por exemplo, não tem nada de engraçado'', cita. ''Colocar apelidos ou utilizar-se de palavras depreciativas pode ser muito humilhante para o colega. Discrição e educação são sempre muito bem-vindas.''
Ela orienta que, ao receber o presente, o correto é abrí-lo imediatamente e agradecer. ''Jamais diga que você já tem o objeto, que não serve ou que não gostou, você não tem intimidade pessoal para isso'', aconselha Elizabete. ''Você tem que agir como adulto. Se não gostou do presente, faça o que quiser com ele, mas depois'', diz, destacando que o que mais vale é o interesse da pessoa em tentar acertar.
E, para não errar na compra do presente, a consultora de etiqueta recomenda que a escolha deve se pautar sempre pela impessoalidade. ''Você pode comprar, por exemplo, um objeto de decoração para a mesa de trabalho do colega, um porta-lápis ou uma agenda'', diz.
Quando chegar o momento de se servir, a consultora de etiqueta orienta que o ideal é não exagerar na quantidade de comida e muito menos exceder nas bebidas alcoólicas. ''Ninguém vai em a uma coquetel, por exemplo, para encher a barriga e sim para se divertir. Por isso, eu recomendo que a pessoa coma algo em casa antes de ir para festa'', salienta. ''E quanto à bebida alcoólica, o conselho vale para qualquer ocasião: não beba a ponto de perder o controle da situação e cometer gafes, das quais você irá se arrepender no dia seguinte.''


