Conflito faz vereadores retirar de pauta maioria dos projetos
Lucilia Okamura
A última sessão da Câmara de Vereadores de Londrina antes do recesso parlamentar foi realizada ontem. A exemplo das últimas seis sessões, a maioria dos projetos foi retirada de pauta. O motivo é o conflito entre os grupos de oposição e de apoio ao prefeito Antonio Belinati (sem partido).
Oito vereadores de oposição insistem na exoneração do procurador-jurídico da Câmara, Antonio Carlos Vianna, por entender que ele tem emitido pareceres equivocados e tendenciosos. O presidente da Câmara, Renato Araújo (PDT), do grupo de apoio (formado por 13 vereadores), negou a solicitação.
Numa tentativa de pressionar, o bloco de oposição começou, no dia 8, a votar contrariamente a todos os projetos do Executivo ou do grupo de apoio que necessitam de 14 votos para ser aprovados. Sucessivas reuniões têm sido realizadas, mas ainda não se chegou a um consenso.
Ontem, a sessão foi suspensa por cerca de uma hora para os vereadores discutirem, mais uma vez, o assunto. Como eles não se entenderam, a saída foi a retirada de pauta de quatro matérias para evitar que fossem votadas e rejeitadas.
O vereador Antenor Ribeiro (PPB) lamentou que a falta de entendimento entre os blocos acabe prejudicando alguns projetos. Ele citou como exemplo a matéria que trata da doação de um terreno para a empresa Incolaje instalar uma indústria de lajes pré-implantação. O projeto iria à primeira votação no dia 15, foi sendo retirado de pauta em todas as sessões e voltará à pauta de discussão somente em agosto, quando os vereadores voltam do recesso. Londrina está perdendo empresas e deixando de gerar empregos, afirmou.
O líder do prefeito na Câmara, Sidney de Souza (PST), informou que por parte do Executivo não há necessidade de convocar sessões extraordinárias já que não há nenhum projeto que necessite de urgência. A primeira sessão após o recesso acontece no dia 3 de agosto.





