'Conflito é eterno'
Para o advogado e professor de processo penal na PUC, Gabriel Bertin de Almeida, a seguinte análise deve ser feita: ''O que é mais importante no direito à informação é o interesse público, que seria diferente do interesse do público. Não é porque o público tem interesse em alguma coisa que isso é de interesse público'', analisa.
Conforme ele, esse conflito vai ser eterno. ''Se formos separar, temos a privacidade, a intimidade, o direito à imagem de um lado, e o direito de informar e de ser informado de outro. Esse conflito é eterno. Não há uma parede separando'', diz. Diante dessa aparente incógnita, as pessoas poderiam perguntar quais são os critérios usados para se chegar a uma decisão final? Para Bertin a pergunta a ser feita é: ''O interesse público, colocado numa balança, pesa mais que o drama decorrente da publicação daquele que vai ver a imagem veiculada?''.
De acordo com ele, de forma geral, se existe, a princípio, um interesse público razoável, a publicação é justificada. ''Mas, continuo dizendo que isso depende do caso. Um problema que está acontencendo ultimamente, é a participação da autoridade pública facilitando o trabalho da imprensa. No caso Nardoni, por exemplo, eles prenderam o casal no momento do Jornal Nacional, transportaram-no num carro sem proteção em que veiculação da imagem ficou muito mais fácil. Existem esses problemas que são graves, mas não é da imprensa e sim da autoridade que tem que garantir a privacidade e imagem do sujeito'', informa, se referindo ao caso de Isabela Nardoni, cujo pai e madrasta são acusados do assassinato. (M.T.)





