Israel Reinstein
De Curitiba
A ação desastrada da investigadora Margareth da Costa, provocou ontem um novo conflito entre as polícias Civil e Militar. Detida em companhia de um informante, Carlos César, a investigadora estava causando uma confusão no bar Recantos, entre as ruas Cruz Machado e Visconde Nacar.
Segundo reclamação feita à Polícia Militar, os dois estariam usando de força física para vistoriar as pessoas. Por determinação do secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, a policial foi afastada por ter desrespeitado a resolução que proíbe a presença de pessoas estranhas nas investigações policiais.
A prisão da investigadora aconteceu durante a madrugada. Segundo o delegado adjunto do 1º Distrito Policial, Noel Franscisco da Silva, a policial civil estava fazendo uma investigação, buscando uma pessoa envolvida em assalto. Silva afirmou que a PM chegou abordando de maneira irregular.
No entanto, no comando da PM, a história é diferente. A Polícia Militar teria sido chamada por pessoas, que acharam que a Margareth e Carlos César agiam de maneira irregular. Ao serem abordados, os dois se identificaram como policiais, mas apenas Margareth apresentou a credencial. Os PMs tentaram prendê-los, mas a investigadora atirou para cima e depois se refugiou no carro armada. ‘‘Eu atirei porque temi pela minha vida. Eles não bateram em três delegados esses dias?’’, disse a investigadora.
Os policiais militares, depois de reterem a investigadora, chamaram o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que a levou ao 1º Distrito Policial. Ontem pela manhã, ela prestou depoimento na delegacia. Ao redor da delegacia ficaram uma série de viaturas das duas corporações.
Segundo o diretor da Divisão da Capital, Clóvis Galvão, foi aberto um inquérito preliminar, que deve ser encerrado em 15 dias. Caso se comprove que houve erro da policial, pode ser aberto um processo administrativo. Neste caso, além do afastamento, ela terá retida a credencial e arma e seu salário reduzido em 33%.

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