Cornélio Procópio
Somente a confissão espontânea de Gilberto Marques de Souza, conhecido como Beto Júnior e procurado como traficante, poderá inocentar a professora Vera Lúcia Vaz, 33 anos, presa no sábado passado acusada de tráfico de drogas. A Polícia Militar encontrou naquela data 10 gramas de cocaína e a quantia de R$ 120,00 na casa da professora, em Cornélio Procópio. Vera é namorada de Gilberto, que está foragido, e alega não ter nenhum envolvimento com drogas.
A prisão da professora aconteceu no sábado à noite. A Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima de que Gilberto estaria traficando na região. A PM sabia que ele passava os finais de semana na casa de Vera. Ao ser indagada, a professora disse que Gilberto não estava e permitiu que os policiais revistassem a casa. Eles encontraram o dinheiro e a droga, embalada em dois pacotes e cinco papelotes escondidos numa sapateira no banheiro, onde segundo a professora Giberto teria estranhamente ficado por algum tempo.
A professora foi presa em flagrante por tráfico pelo fato da droga estar pronta para comercialização. Ela não está em cela especial por opção própria. Em seu depoimento, Vera afirmou não saber que a droga estava na sua casa e que não tinha envolvimento nenhum com tráfico. ‘‘Para ela se livrar, o namorado terá que assumir a culpa espontaneamente e a Justiça acatar’’, explicou o delegado. O tráfico é considerado crime hediondo e inafiançável.
Ontem pela manhã Gilberto Marques de Souza tentou um contato com o delegado Agenor Filho, para tentar negociar uma possível apresentação. Caso isso ocorra, ele terá que cumprir cinco dias de prisão provisória e depos responder processo.

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