Confirmados novos casos de sarna no HU
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Todos os casos suspeitos de terem pegado sarna no Hospital Universitário de Londrina (HU) foram confirmados ontem, aumentando para 22 o número de pessoas infectadas. O contágio deu-se através de uma paciente de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) que se internou no hospital por causa de uma trombose mas estava também com sarna norueguesa. Segundo a médica coordenadora do Centro de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH), Cláudia Maio Carrilho, houve um retardo no diagnóstico da paciente, o que facilitou o contágio. ''O tipo de lesão que ela apresentava dificultou o diagnóstico'', explicou. Essa paciente se internou no HU no dia 3 deste mês e somente no dia 7 foi diagnosticada a sarna norueguesa, um tipo da doença que é extremamente contagioso porque ''apresenta um número maior de parasitas'', explicou a médica.
Entre os casos confirmados, 20 são de funcionários (incluindo alunos) e dois de pacientes que estavam no pronto-socorro do HU, área em que a paciente de Porecatu estava. Eles tiveram o tipo mais comum da doença, e não a sarna norueguesa. Cláudia Carrilho disse que tão logo se detectou o surto da sarna, a paciente que apresentava a doença foi isolada e os funcionários e pacientes foram tratados com uma medicação de dose única. A ala do pronto-socorro foi interditada, ficando no local somente os pacientes que já estavam internados. ''Todos os pacientes que estavam nas duas alas do pronto-socorro foram medicados, independente de apresentarem ou não os sintomas'', ressaltou a médica.
Esse cuidado foi tomado porque o parasita que transmite a doença pode ficar encubado por até seis semanas, por isso, o hospital não descarta a possibilidade de aparecerem novos casos. Os sintomas são prurido, lesões em áreas de dobras (como punhos, ante-braço, pescoço) e pequenas bolhas que podem se tranformar em crostas pelo corpo. Cláudia Carrilho aconselhou que caso as pessoas apresentem esses sintomas, procurem um posto de saúde para tratar da doença, ''a chance de um funcionário ter transmitido a doença para a família existe'', alertou.
Caso a doença se manifeste, é preciso ter cuidado com a higiene pessoal e com as roupas do corpo e banho, pois podem ser foco de transmissão da sarna, uma vez que o contágio é feito pelo contato direto. O HU informou que todos os funcionários que contraíram a doença foram atendidos pelo Núcleo do Bem-Estar da Comunidade (Nubec) e que os estágios que acontecem nas áreas interditadas foram suspensos.


