Dois casos importados de dengue clássica foram confirmados ontem pela Secretaria Municipal de Saúde de Londrina. Com as confirmações, sobe para três o número de casos registrados no ano na cidade. O primeiro foi de contaminação autóctene e registrado na Zona Leste. Os novos casos são de mãe e filha, ambas moradoras do Jardim do Sol (Zona Oeste), que estão em tratamento e passam bem.
De acordo com a secretaria, as pacientes uma auxiliar de escritório de 45 anos e uma estudante de 15 foram contaminadas durante viagem de férias a Porto Velho (RO), na Região Norte do País. Ao voltarem para Londrina, ambas apresentaram sintomas da doença. A mãe foi atendida em um hospital particular da cidade e a filha, medicada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da Zona Oeste.
Hoje de manhã, agentes de controle da dengue devem fazer aplicação de inseticida (piretróide) com bomba costal no Jardim do Sol. ''Este é um dos poucos (inseticidas) que ainda têm ação contra o Aedes aegypti. E não é usado indiscriminadamente. Somente onde há casos confirmados'', revelou a gerente do Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes.
Os agentes também estão realizando, desde ontem, a operação bloqueio: vistoria para eliminação de focos em um raio de 300 metros a partir da casa das pacientes. Feita em dezembro, a medição apresentou índice zero de infestação do inseto na área.
Londrina teve 219 casos notificados de suspeita de dengue do início do ano até ontem. Além dos três confirmados, 56 foram descartados após exame laboratorial realizado no Hospital Universitário (HU). Segundo Sônia, o risco de epidemia está descartado. ''Por enquanto, os índices de infestação tem nos levado a trabalhar com o número de casos positivos, mas não de epidemia'', afirmou.
A operação bloqueio não será realizada na área da escola porque a jovem retornou às aulas ontem. ''Como o período de viremia, em que o vírus está atuante, já passou, não há risco de transmissão'', explicou. ''A preocupação é que os casos importados podem contaminar os nossos mosquitos. E se os nossos mosquitos se contaminarem, nosso trabalho é evitar que contaminem outras pessoas'', completou Sônia.

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