A 15ª Regional de Saúde de Maringá confirmou 15 casos da leishmaniose que foram notificados como suspeitos no mês passado. A doença é considerada endêmica no Noroeste do Estado. Desde o início do ano foram registrados 56 casos da doença. No ano passado foram 54 casos.
A leishmaniose é transmitida pelo mosquito flebótomo e se alastra principalmente no verão, entre pescadores e moradores de regiões ribeirinhas.
As notificações durante o inverno extrapolaram as estatísticas oficiais e chamaram a atenção dos técnicos da saúde. Dos 15 casos confirmados, 10 são de moradores de Maringá que estiveram em municípios próximos do Rio Ivaí, onde é registrada uma maior incidência da leishmaniose.
Com o desmatamento, o mosquito está migrando da zona rural para as cidades. A picada do flebótomo provoca uma lesão na pele e o tratamento é feito somente com medicação injetável.
Técnicos de saúde ressaltam que o período de maior atividade do mosquito é no final da tarde. Eles alertam para que pescadores e moradores próximos de rios usem repelente ou roupas fechadas.

mockup