O secretário de Segurança do Paraná, José Tavares, e o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, estiveram reunidos durante toda a tarde de ontem, em Curitiba, para definir as mudanças no comando da Polícia Civil em Londrina. Já no início da noite ficou confirmada a substituição do atual delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policia, Wanderci Corral Fernandes.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, os nomes dos possíveis substitutos de Fernandes serão anunciados hoje pelo delegado-geral Leonyl Ribeiro. A Folha apurou que existem dois nomes que são os mais prováveis para ocupar a chefia da Polícia Civil em Londrina. O primeiro seria o delegado Gilson Garre Agauer, lotado atualmente na Corregedoria da Polícia Civil em Curitiba. O outro candidato é o delegado Eduardo Carrula, lotado na delegacia de Jacarezinho. Na terça-feira, segundo o assessor, Leonyl Ribeiro deverá se reunir com o novo delegado-chefe para conversar sobre as linhas de ações que serão adotadas em Londrina.
A assessoria informou ainda que as mudanças ocorrem, entre outros motivos, porque há cerca de 15 dias o secretário José Tavares se comprometeu com instituições da sociedade organizada de Londrina em promover mudanças na estrutura da Polícia Civil no município. O outro motivo, conforme a assessoria, é o cumprimento do compromisso que Tavares assumiu ao tomar posse na secretaria, de promover uma reformulação geral na Polícia Civil do Estado. ‘‘Essas mudanças já estão ocorrendo em outras cidades do Paraná e agora é a vez de Londrina.’’
A mudança na chefia, conforme a assessoria de imprensa, é apenas o início das alterações no quadro da Polícia Civil em Londrina. O assessor informou que em seguida outras mudanças atingirão toda a estrutura da polícia na cidade. ‘‘Desde os delegados dos distrito, escrivões e até investigadores entram nestas mudanças’’, comentou.
No início da tarde de ontem, Wanderci Corral Fernandes se dizia tranquilo em relação à mudança. Para ele, é uma situação normal, sem caráter pessoal. ‘‘Já passei por outras cidades e estou à disposição dos meus superiores. Não vejo problema algum em deixar o cargo. Mas, por enquanto, ainda não recebi qualquer comunicação.’’
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Newton Moratto, considerou importante a mudança neste momento, ‘‘para oxigenar a Polícia Civil’’. ‘‘Mas isso não é tudo, é preciso que esta mudança também inclua melhorias nas condições de trabalho dos policiais’’, comentou. Outro ponto questionado por Moratto é se a mudança virá acompanhada por um projeto de segurança para Londrina. ‘‘Sem isso fica difícil implementar níveis de segurança na cidade neste momento de violência.’’ (Participou Betânia Rodrigues)

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