O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Secretaria de Turismo e Meio Ambiente de Apucarana vão investigar nos próximos dias a origem de lançamentos clandestinos, que estão causando poluição no lago do Parque Jaboti. A água do lago, que compõe uma das principais atrações turísticas da cidade, está imprópria para banho e até mesmo o consumo de peixes pescados no local não é recomendado pelo IAP.
De acordo com exames de amostras de água coletada no Jaboti, existe alto índice de coliformes fecais. O ponto mais crítico é o Córrego Jaboti, um dos três mananciais que formam o lago. Neste local, segundo Éliton Bembem, do escritório regional do IAP (Londrina), o índice de coliformes fecais atinge 160 mil/100ml, quando o normal seria de 2 mil/100ml.
O tom azulado da água do Córrego Jaboti, às vezes acompanhado de uma espessa camada de espuma, também indica despejo de efluentes industriais. As principais suspeitas estão relacionadas às indústrias que manipulam tecidos.
No caso da poluição por coliformes fecais, não resta dúvida que a causa seriam ligações clandestinas de esgoto sanitário na rede de galerias pluviais. O prefeito de Apucarana, Valter Aparecido Pegorer (PFL), que está investindo em benfeitorias no Parque Jaboti e até criou um programa educativo para visitação de escolares, vai pedir ajuda da Sanepar, visando combater as ligações clandestinas de esgoto. Nesta semana, as águas do Jaboti serão novamente analisadas a partir de coletas de técnicos do IAP.

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