Cascavel - A direção da 10 Regional de Saúde de Cascavel está preocupada com a confirmação da morte de uma pessoa vítima de hantavirose. O caso foi notificado no município de Catanduvas (50 km ao sul de Cascavel). O local da contaminação ainda está sendo investigado. A direção da Regional marcou para amanhã uma reunião para esclarecer dúvidas sobre a doença, sua transmissão e controle.
A enfermeira da 10 Regional, Elizabeth Aparecida de Souza, explica que as vigilâncias Epidemiológica da Regional e a Sanitária do Município de Catanduvas estiveram na fazenda onde a vítima trabalhava para levantar as condições de vida. Segundo ela, uma equipe de Curitiba está sendo mobilizada para ajudar nas investigações.
De acordo com Elizabeth, a vítima do sexo masculino trabalhava em uma fazenda e morava, durante a semana, com diversas outras pessoas em barracos construídos por eles mesmos. Nestes locais, que eram mudados conforme os trabalhos avançavam, eles faziam suas refeições e dormiam. ''As condições são muito precárias. Não há higiene alguma. Provavelmente ele tenha sido contaminado ali'', adianta.
As pessoas que trabalhavam com a vítima estão sendo monitoradas pela equipe de saúde do município. Foram encaminhadas coletas de sangue para análise e os trabalhadores estão orientados a procurar um posto de saúde se surgirem sintomas da doença. A família da vítima também foi orientada, mas, como não existe registro de transmissão da doença através do ser humano, os riscos de contaminação são praticamente inexistentes.
O hantavírus é transmitido pelo rato silvestre. A contaminação acontece através da inalação de gases formados a partir das secreções dos ratos, por ingestão de alimentos e água contaminada, mordida de rato e pela mucosa. A doença age rapidamente e, muitas vezes, quando é feito o diagnóstico, a pessoa já morreu. Os sintomas são febre, dor de cabeça e pelo corpo, tosse seca e falta de ar. Podem ocorrer náuseas e diarréias.
Segundo a Vigilância Sanitária, de 1998 até setembro deste ano foram diagnosticados 75 casos de hantavirose no Paraná, com 28 vítimas fatais. Os casos foram registrados pelas regionais de saúde de Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco e Irati (135 km ao norte de União da Vitória).
Em Londrina, a Vigilância Sanitária ainda não recebeu os resultados dos exames da adolescente Ana Carolina, 12 anos, que morreu no início de setembro. Existe a suspeita de que a menina possa ter sido vítima de hantavirose ou leptospirose. A assessoria da Secretaria de Saúde informou que o material foi enviado para o Laboratório Adolf Lutz, em São Paulo.

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