Confirmada compatibilidade
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sábado, 15 de dezembro de 2012
Érika Gonçalves e Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Maringá - O laboratório CordCell confirmou a compatibilidade das células-tronco do cordão umbilical da bebê Liz com a sua mãe, a bióloga Fabricie Marcele Wilbert. Três meses antes do nascimento de Liz, em Maringá (Noroeste), Fabricie foi diagnosticada com uma leucemia mielóide crônica. A notícia da compatibilidade foi dada a Fabricie ontem pelo médico hematologista Adelson Alves, que relatou que dos seis itens avaliados, existe compatibiliadde em quatro itens, o que possibilitaria o transplante de medula, caso o tratamento que Fabricie realiza hoje não surta efeito. Liz nasceu no dia 15 de outubro.
Atualmente, Fabricie está em tratamento quimioterápico. ''Estou fazendo o tratamento com medicação via oral, mas ainda não tenho respostas se ele está surtindo efeito ou não'', relatou. Ela explicou que a resposta medular ao tratamento acontece depois de três a seis meses de tratamento, e ela só está tratando a doença há dois meses.
Fabricie ressaltou que a leucemia crônica é leve, mas pode ficar mais aguda e caso o tratamento custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não surta efeito, poderá optar por outros dois tratamentos, que terão de ser particulares. ''Se algo der errado com essas medicações, em último caso, pode ser que eu precise realizar o transplante.''
Para Fabricie, o que está acontecendo é uma ''sorte divina''. ''Havia a possibilidade da minha filha ter o problema e nada disso aconteceu. Também tinha a possibilidade de não sermos compatíveis e isso também não aconteceu. Deus olha por mim há muito tempo. Foi um belo presente de Natal'', relatou. Fabricie agradeceu o carinho e as orações de todos e declarou que a compatibilidade só trouxe mais segurança à sua vida.
A doença foi descoberta em março, durante os exames de rotina para o pré-natal. Durante toda a gravidez ela tomou apenas medicamentos para controlar a doença e somente após o parto pode começar a quimioterapia. Liz nasceu saudável e no tempo certo, o que também possibilitou a coleta do material.
A CordCell, que faz o armazenamento das células, é uma empresa de São Paulo e fez a coleta depois que o obstetra Maurício Chaves sugeriu isso. Devido à quimioterapia, Liz não está sendo amamentada pela mãe e vem sendo alimentada com fórmulas infantis. Além da doença e dessa possibilidade de compatibilidade, o fato de mãe e filha nascerem no mesmo dia e hora, com 39 anos de diferença, emocionou a todos.
Em julho um outro caso gerou expectativas em Maringá, mas o resultado não foi o esperado. O casal Adriane e Douglas da Silva Santana gerou a filha Gabriela, e o material do cordão umbilical também foi coletado para análise, pois Felipe, irmão de Gabriela, também está fazendo tratamento para leucemia. No entanto o resultado dos exames mostraram que os dois não são compatíveis.


