Fazer com que empresas e países poluidores adquiram ou financiem áreas verdes como compensação de impactos ambientais é uma das propostas que pode ser regulamentada na 6ª Conferência da Convenção sobre Mudanças Climáticas, que acontece em Haia, Holanda.
De acordo o engenheiro florestal da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), André Ferreti, esse mecanismo deve estimular a preservação de áreas verdes, que podem ser usadas como commoditie ambiental. Ferreti vai participar do evento, como observador das discussões.
Além dessa proposta, o engenheiro explica que a conferência deve reunir 150 países, que vão estabelecer mecanismos para diminuir a ação do efeito estufa e o aquecimento global.
‘‘Troca de combustível fóssil, criação de novas tecnologias e preservação de área para retenção do carbono deverão reduzir em 5,2% a presença de carbono na atmosfera’’, disse a geóloga Alexandra Andrade.
Em Guaraqueçaba, no litoral paranaense, a SPVS já está desenvolvendo um projeto de ‘‘sequestro de carbono’’. O sequestro seria a preservação de área em uma região do mundo, que seria responsável pela absorção de carbono.
No Litoral, a SPVS comprou um terreno de 7 mil hectares, financiado pela empresa americana Central and South West, uma das maiores operadores de energia dos EUA.
O projeto foi intermediado pela pela organização não-governamental daquele país The Nature Conservacy. A operadora americana gastou US$ 5,4 milhões pela aquisição da área e desenvolvimento do projeto de preservação.

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