O clima é o principal problema ambiental em Londrina, na opinião do presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida. As causas estão associadas ao processo de ocupação da cidade com a derrubada das árvores, uso incorreto do solo e das águas e a poluição ambiental.
Medidas para a recuperação do clima, segundo o presidente da AMA, são urgentes. Elas serão levantadas durante a I Conferência Municipal do Meio Ambiente, que se realizará na cidade nos dias 8, 9 e 10 de junho. Os recursos para a aplicação estão sendo levantados junto ao município e à iniciativa privada.
Entre os reflexos do problema climático Cheida cita que são registrados num mesmo momento grandes variações de temperaturas em locais diferentes da cidade. Só neste ano, três vendavais trouxeram prejuízos à população. ‘‘O clima tem ação imperceptiva, mas é responsável pelo aumento no número de doenças e pragas’’, afirmou.
A criação do plano diretor, segundo Cheida, disciplinou essa ocupação, mesmo assim a situação é caótica nas regiões periféricas da cidade. Londrina possui apenas 200 mil árvores distribuídas nos seus 12 mil quarteirões, além de fundos de vale ocupados desordenadamente. ‘‘A recuperação do clima não se dá apenas com o plantio de árvores, mas aliado a outras práticas como o manejo correto dos rios e solos e a educação da população’’, analisou.(C.G.)

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