Conferência discutirá ações contra drogas
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quinta-feira, 26 de junho de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Se optar pelo caminho da droga é cada vez mais fácil nada mais comum que encontrar traficantes nas portas das escolas o caminho de volta é tortuoso. Além da dificuldade de livrar o corpo dos vícios físico e químico, os dependentes enfrentam também a deficiência do sistema de saúde. Em Londrina apenas oito entidades, a maioria filantrópicas, têm a tarefa de auxiliar na desintoxicação.
É pouco, considerando que, juntas, elas têm capacidade de atender pouco mais de 300 pessoas. No quesito internamento, a realidade é ainda pior. São apenas 118 vagas. Como o tratamento é longo de até nove meses há pouca rotatividade de vagas. Por isso, boa parte dos pacientes de Londrina têm que procurar internamento em outras cidades.
''Infelizmente o número de vagas é mesmo pequeno em relação ao tamanho da cidade'', concordou a assistente social da Secretaria da Ação Social, Cláudia Tavares. A rede de serviços aos dependentes é um dos assuntos que devem ser discutidos hoje na 1 Conferência Municipal Anti-Drogas, a partir das 19 horas, no Espaço Esperança (avenida Celso Garcia Cid). O evento pretende reunir diversos segmentos da sociedade para definir uma política pública de combate às drogas. Segundo a gerente de saúde mental da Secretaria de Saúde de Londrina, Cristina Schurmann, outro objetivo do encontro é a formação de um conselho municipal anti-drogas. ''Esperamos que toda a sociedade participe já que é um assunto que interessa a todos'', disse.
A abertura da conferência será feita pela psquiatra carioca Maria Tereza de Aquino, do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Álcool e Drogas (Nepad) do Rio de Janeiro. A especialista vai abordar a relação entre as drogas e a violência como fenômeno tipicamente contemporâneo.
A psiquiatra adianta que a conferência é um bom começo para tentar resolver o problema das drogas em Londrina, não apenas no combate mas também no tratamento aos dependentes. ''Está havendo, por parte da Secretaria Nacional Anti-Drogas, um movimento para interiorização das ações através do fortalecimento dos conselhos municipais para que possam decidir ações e, também, fiscalizar clínicas'', comenta.


