''Sempre as discussões sobre trabalho trataram de trabalhador formal, agora é o momento de pensar no trabalhador informal.'' Essa afirmação foi feita pelo presidente do comissão organizadora da 3 Conferência Municipal do Trabalho, Roberto Gonçalves, durante as discussões sobre as prioridades do Conselho do Trabalho de Londrina. O evento foi realizado ontem de manhã, no plenário da Câmara de Vereadores, com a presença de representantes do poder público, empregados e patrões. O tema da conferência foi ''Os desafios do Conselho do Trabalho no novo rumo da economia''.
Gonçalves acredita na necessidade de ampliar o número de cursos profissionalizantes para os trabalhadores que estão no mercado informal terem chances de disputarem vagas no mercado formal. Ele, porém, menciona que o mercado formal não tem vagas disponíveis para absorver todos os trabalhadores informais. A solução, segundo Gonçalves, seria o incentivo das associações e cooperativas de trabalho solidário.
O gerente da Agência do Trabalhador de Londrina, Mauro Vieceli, observa que nem todos os trabalhadores informais desejam voltar ao mercado formal. ''É uma população à margem das políticas públicas'', afirma. Na opinião dele, o informal não estaria disposto a se sujeitar a obedecer horários de trabalho rígidos e seguir ordens de patrões. A Agência do Trabalhador estima todavia que o número de informais alcance 40 mil pessoas.
Outra prioridade já definida nas quatro reuniões anteriores à coferência realizada ontem, esclarece Gonçalves, é a busca de maior representatividade nas decisões do Conselho do Trabalho de Londrina no que ser refere ao desenvolvimento de ações para captação de recursos para cursos de qualificação, ampliação do número de vagas de trabalho no mercado formal e incremento do programa primeiro emprego.

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