A política municipal de assistência social deve garantir ao usuário da assistência condições de cidadãos de direitos, rompendo com o clientelismo e assistencialismo, além de buscar alternativas para geração de renda, apoiando as já existentes, e aumentar a participação do usuário na gestão da rede de serviços. Esses são alguns dos indicativos da IV Conferência Municipal de Assistência Social de Londrina, encerrada ontem, na Câmara Municipal.
Após um dia inteiro de debates, foram eleitos os 13 conselheiros da sociedade civil para compor, junto com os 13 já indicados pela prefeitura, o Conselho Municipal de Assistência Social, cujo objetivo é acompanhar e fiscalizar a política de assistência social. A eleição contou com 24 candidatos. Todo o fundo de assistência passa pela deliberação do Conselho, que tem gestão de dois anos.
No próximo ano, os recursos da Assistência Social somarão R$ 11,7 milhões, representando 6,4% do orçamento do município. Neste ano, o orçamento da Assistência, aprovado em 2000, é de R$ 10,5 milhões. ''Através de abaixo-assinado de vários estados e municípios queremos garantir, por lei federal, a aplicação de pelo menos 5% dos orçamentos municipais na área social'', disse a Secretária Municipal de Ação Social, Maria Luiza Rizotti.
Segundo ela, outro diferencial para o próximo ano é que as creches serão financiadas pela Secretaria de Educação. ''Ou seja, os R$ 3 milhões aplicados atualmente nas 60 creches não-governamentais serão destinados a outros programas'', disse Maria Luiza.

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