A ampliação do atendimento escolar a crianças de zero a seis anos, a chamada educação infantil, está entre as principais discussões da 2ª Conferência Municipal de Educação, que termina hoje em Londrina. O papel do Conselho Municipal de Educação na cidade também está sendo discutido, de maneira que possa ter poder deliberativo, já que hoje é só consultivo.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Magda Tuma, cerca de 10 mil crianças hoje, em Londrina, deveriam ter acesso a educação infantil. Ela explica que a disponibilização do serviço pelo poder público não é obrigatório, como no caso do ensino fundamental, mas a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente prevêem o direito ao serviço. Apenas 2,3 mil crianças são atendidas em centros de educação infantil e creches.
Nas creches, o problema também é grave, já que a secretaria de Educação tem uma fila de espera de mais de mil crianças. Hoje, são atendidas cerca de 900 crianças nas creches municipais existentes. As principais dificuldades para ampliar o serviço, segundo Magda Tuma, são a inexistência de estruturas físicas, centros infantis, e de profissionais habilitados. ''O próprio plano de cargos tem que ser reformulado, já que não prevê a existência desse profissional e depois disso deverão ser feitos concursos públicos'', afirmou.
A resolução do problema só deve acontecer a longo prazo, informou a secretária. ''Um dos avanços que conseguimos é que a verba para a educação infantil aumentou 500%, de R$ 95 mil em 2001, para R$ 550 mil para o próximo ano'', disse. A verba total para a educação infantil e fundamental para este ano foi de R$ 56 milhões, e para 2002 é de R$ 67 milhões, incluídos recursos municipais e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Londrina tem 33 mil alunos na rede municipal, 70 escolas municipais e 12 centros de educação infantil.

mockup