Conferência derruba barreiras
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Carlos Eduardo Kiatkoski<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A 39 Conferência Escoteira Mundial, que está sendo realizada em Curitiba, reúne representantes de 48 países. Culturas e línguas diferentes, mas com um objetivo em comum: discutir o futuro do escotismo no mundo. Representantes de vários países, mesmo com diferenças políticas, sentam à mesma mesa. É o caso de Palestina e Israel, países historicamente rivais e que vivem em estado constante de guerra; no evento, dividem o mesmo espaço.
Porém, somente os escoteiros mais velhos do Estado Palestino puderam viajar para a conferência. Segundo Kamal Hanouti, 40 anos de escotismo, essa é uma política do Estado de Israel. Hanouti mora em Hamala, fronteira oeste da Palestina.
O escotismo na Palestina é muito desenvolvido, segundo ele: lá, aproximadamente 100 mil jovens participam de inúmeras atividades. Em especial na Faixa de Gaza, onde os jovens oferecem ajuda a famílias que sofrem com a guerra. ''Após os conflitos na região, procuramos sempre ajudar arrecadando dinheiro, medicamentos e comida, e acolhendo os órfãos da guerra'', explica Hanouti.
Longe dali, mais precisamente em Angola, África, as atividades de escotismo visam melhorar a vida das famílias mais pobres. O escoteiro Antonio dos Santos comenta que colabora com o Estado angolano. ''Independentemente da visão política, a ideia principal é ajudar. Somos um movimento apartidário'', lembra.
O escotismo no mundo começou em 1907, na Inglaterra. Hoje o movimento tem mais participantes do que a Organização das Nações Unidas (ONU) e conta com mais de 30 milhões de pessoas, 70 mil somente no Paraná. ''O objetivo da conferência é promover a unidade, a integridade e o desenvolvimento do Movimento Escoteiro Mundial'', comenta o vereador Paulo Salamuni (PV), presidente do comitê organizador do evento.


