A 1ª Conferência Municipal do Meio Ambiente de Londrina, que teve início anteontem e encerra hoje, elencou cinco propostas gerais para a inclusão do município nos mecanismos da Agenda 21. Durante todo o dia de ontem os participantes do evento debateram ações econômicas e sociais, gestão urbana, conservação e gestão dos recursos naturais, fortalecimento dos grupos sociais e instrumentos legais.
Ontem, cerca de 400 pessoas participaram de diversas mesas temáticas e as propostas definitivas sobre cada tema geral seriam votadas à tarde. Desde sexta-feira, cerca de 1,5 mil pessoas comparecem à conferência. Hoje pela manhã, serão discutidas as estratégias para a implantação da Agenda 21 e será eleito o Conselho Municipal do Meio Ambiente.
O presidente da Autarquia Municipal do Meio Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida, disse que estava surpreso com os participantes do evento. Além de delegados eleitos durante as pré-conferências realizados no bairros, também compareceram moradores de favelas, assentamentos e índios da Reserva Apucaraninha. ‘‘Isso mostra que o trabalho de educação ambiental é perfeitamente viável e que a comunidade está interessada em mudar sua postura diante dos problemas ambientais’’, disse.
Na mesa temática sobre poluição hídrica os questionamentos ficaram em torno, da ausência de política ambiental e de medidas voltadas à educação da população com relação à preservação. Para que Londrina possa controlar o problema da poluição hídrica será necessário uma mudança profunda no modo como o problema é atacado, já que os maiores agentes responsáveis pela poluição não seriam as indústrias como se costuma pensar, mas sim a Prefeitura e povo, que juntos responderiam por 70% da poluição total no município.
Sobre as poluições sonora e visual, também se cobrou uma maior organização e participação da sociedade civil, no cumprimento das políticas públicas ambientais. Como foi exposto, ainda não existe legislação municipal sobre poluição visual. Sobre a poluição atmosférica, segundo os palestrantes, o principal agente poluidor seriam os veículos, e a situação no centro da cidade já preocupa.
A mesa temática sobre resíduos sólidos – lixo e entulhos –, completou o debate, como foi antecipado na edição de ontem da Folha.
Hoje, às 16 horas, no Parque Arthur Thomas acontece o encerramento da conferência com a apresentação da Orquestra Sinfônica da UEL e o plantio de uma peroba rosa, símbolo do evento.

mockup