A municipalização dos Hospitais da Zona Norte (HZN) e da Zona Sul (HZS) e a ampliação do Programa Saúde da Família (PSF) foram os principais tópicos aprovados na 8 Conferência Municipal de Saúde, realizada no fim de semana, em Londrina. Segundo a presidente da comissão organizadora do evento, Sônia Maria Anselmo, foram analisadas no total 404 propostas, das quais 283 foram aprovadas.
A diretora-executiva da Secretaria de Saúde, Margaret Shimiti, explicou que o Conselho Municipal da área irá realizar um estudo, a ser apresentado em 60 dias, sobre como será efetivada a municipalização dos dois hospitais. ''O estudo deverá atentar para a integração orgânica do HZN e do HZS ao sistema de saúde local. As atuações terão que ser bem definidas, para que não sejam confundidos os procedimentos a serem realizados pelos hospitais e pelas unidades básicas de saúde (UBS) próximas'', argumentou ela.
Quanto à ampliação do PSF, a diretora explicou que até o final do ano devem ser disponibilizadas equipes para a região central de Londrina, área até então não contemplada pelo programa. ''As primeiras equipes do PSF foram direcionadas para regiões de maior risco social da cidade'', justificou Margaret.
''As equipes que vão atuar no centro serão diferenciadas, pois trabalharão com um público com necessidades diferentes, vítima de doenças crônicas, estresse, condições ambientais distintas, situações decorrentes da vida na área central. É outro perfil, diferente dos bairros''. Com isso, o PSF passará de 95 para 101 equipes.
Outras idéias aprovadas foram a criação de um pólo de educação permanente para profissionais da área de saúde e um centro em especialização de odontologia para adultos. No geral, as propostas formaram as diretrizes do Plano Municipal de Saúde para os próximos dois anos. Outros assuntos abordados foram a sede do futuro Centro de Referência para Queimados, que deve ser mesmo estabelecido no Hospital Universitário (HU), a falta de UTIs e a emenda 29, que estabelece percentuais de destinação de recursos federais à saúde pública. ''O debate amadureceu'', apontou Sônia Anselmo.

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