Confepar adota medidas para controlar poluição
Osmani Costa
A Confederação das Cooperativas Centrais Agroprecuárias do Paraná (Confepar) apresentou na tarde de ontem, à promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach, as medidas adotadas no primeiro semestre com o objetivo de evitar que sua indústria - produtora de leites e manteigas - continue poluindo as águas do Ribeirão Cambezinho, como foi denunciado no final do ano passado.
Na audiência de ontem, o presidente da Confepar, Osmar Serafim Buzinhani, explicou à promotora que a cooperativa investiu cerca de R$ 140 mil na compra e instalação de novos equipamentos de tratamento e na construção da terceira lagoa de decantação dos restos industriais e do esgoto sanitário. Não temos a menor intenção de poluir o meio ambiente e estamos fazendo todo o esforço possível para resolver o problema, afirmou. Ele ressaltou que a empresa plantou 2,6 mil mudas de árvores na margem direita do Cambezinho.
O ribeirão, que forma no centro os lagos Igapó, é o mais importante da cidade. A Confepar, que emprega 320 pessoas, funciona desde 1973 no Jardim Sabará (zona oeste), à beira da Rodovia Celso Garcia Cid. No bairro, não existe rede coletora de esgoto da Sanepar. Temos um plano completo de tratamento do nosso esgoto, antes do lançamento da água no Cambezinho, além do compromisso de recuperação e manutenção do fundo de vale do ribeirão ligado à nossa empresa. Vamos resolver isto rapidamente, prometeu Buzinhani à promotora.
O engenheiro químico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Nelson Pereira dos Santos, presente à audiência no Fórum, confirmou os investimentos e medidas de melhoria no controle de poluição ambiental feitos pela Confepar. Ele destacou o sistema de fossas sépticas para o acúmulo de materiais gordurosos - depois levados às estações de tratamento da Sanepar - e a construção da terceira lagoa de purificação da água, antes do lançamento ao Ribeirão Cambezinho. Na última medição feita por técnicos do IAP no local de descarga da Confepar no ribeirão, no final de abril, foram encontrados ainda 9 mil coliformes por 100 mililitros de água. Santos observou que o ideal é baixar este índice para menos de 1.000 coliformes.
A promotora marcou para 21 de setembro a próxima audiência com a direção da Confepar e técnicos do IAP. E estabeleceu que, nestes três meses, os técnicos do instituto ambiental farão coletas e análises quinzenais da qualidade do material lançado pela cooperativa e da água do Cambezinho nas proximidades do indústria de leite. Vamos fazer este monitoramento mais rigoroso. Depois, se o problema não estiver resolvido, poderemos exigir novas providências para o controle da poluição, propôs Nelson dos Santos. A direção da Confepar aceitou e assinou o termo de compromisso com a promotora do Meio Ambiente.





