Condutores rejeitam proposta das empresas
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quinta-feira, 17 de junho de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os trabalhadores ligados ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Londrina (Sintrol) rejeitaram em assembléias realizadas ontem a proposta de reajuste salarial feita pelas duas empresas que operam o sistema de transporte coletivo urbano e reafirmaram o indicativo de greve. Mesmo assim, eles definiram um percentual limite para o sindicato negociar em reuniões a serem feitas no início da próxima semana. As duas assembléias realizadas à tarde contaram com a presença de 450 trabalhadores. Às 19 horas seria realizada nova assembléia e a expectativa era que pelo menos mais 200 condutores participassem.
''Estamos otimistas de que o entendimento possa sair na segunda-feira'', destacou o presidente do Sintrol, João Batista Silva. Ele, no entanto, não divulgou o percentual de negociação estabelecido para ''preservar'' a categoria. Na segunda-feira, o Sintrol se reúne com o Metrolon pela manhã e à tarde se encontram novamente na Delegacia Regional do Trabalho.
Os condutores reivindicam 13% de reajuste salarial, sendo 7% referente à inflação do período. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon) está oferecendo um reajuste de 4,99%, correspondente ao acumulado dos últimos 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. As empresas propunham, segundo o Sintrol, a incorporação desse índice aos salários apenas a partir de janeiro de 2005. Até lá, os trabalhadores receberiam o percentual como abono, pagos em duas parcelas - 30 de julho e 30 de outubro. O salário atual do motorista é R$ 1.016,00 e o de cobrador, R$ 629,00.
Além disso, a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) teria proposto pagar os reflexos de hora-extra e adicional noturno que deixaram de ser pagos no período de janeiro de 1997 a junho de 2002 a apenas 24 trabalhadores por mês 10 motoristas, 10 cobradores e outros quatro que, por ventura, se desligassem da empresa. ''É uma proposta inviável'', observou o sindicalista, pois os condutores pleiteam receber esses reflexos em uma única, que somam cerca de R$ 3 mil para cada um. As empresas preferiram se pronunciar após as reuniões de segunda.


