Os condutores de veículos escolares de Maringá que estão passando por um curso de reciclagem exigido pelo Código de Trânsito, pretendem pressionar a Prefeitura e a Polícia Militar para coibir os clandestinos. Para ter um veículo de transporte escolar em Maringá o interessado precisa participar de licitação pública, ter o veículo vistoriado e aprovado pela Secretaria de Transportes e pela Polícia Militar, e agora participar de 40 horas de aulas. ‘‘O curso é para profissionais que já estão no serviço’’, explica o instrutor Jorge Carvalho.
Todos os condutores de veículos que transportam escolarem precisam passar pelo curso. ‘‘A intenção é levar o motorista a dirigir na defensiva’’, diz Carvalho. Ao final de cada tema, será feita uma avaliação. O condutor tem que tirar média sete para ser aprovado. Os proprietários de veículos escolares não gostaram da novidade. ‘‘Estamos nos adequando a todas as exigências, enquanto até veículos escolares da prefeitura estão fora dos padrões’’, disse um motorista que pediu para não ser identificado.
Ele reclama que a PM prometeu coibir os clandestinos antes do curso. ‘‘Eles continuam nas ruas’’, lamenta. O presidente da Associação de Transporte Escolar de Maringá, Antronio Lima, disse à Folha que, dos cerca de 60 veículos que atuam na cidade, quatro estão irregulares. ‘‘Os demais que o pessoal reclama são de cidades vizinhas’’. Ele diz que, depois do curso que dura 15 dias, os associados vão ‘‘cobrar da polícia e da prefeitura uma fiscalização rigorosa’’.Marcos NegriniA maior parte dos veículos escolares de Maringá está regularizada; clandestinos são de outras cidadesMarcos Zanatta

mockup