O final de semana não foi dos mais agradáveis para os moradores do conjunto do Residencial Santos Dumont, no conjunto Ernani Moura Lima (zona leste), em Londrina.
Sem água nos apartamentos, que teve o fornecimento cortado pela Sanepar na última sexta-feira, muitas das 340 famílias residentes estão tendo que apelar para a solidariedade dos vizinhos ou sendo obrigadas a caminhar com baldes e vasilhames pelas ruas para colher água de uma escola e de um riacho próximos.
‘‘A gente só vem aqui para dormir. Durante o dia, estamos ficando na casa de parentes’’, contou o funcionário público Augusto Sabino de Souza. O drama dos moradores vem se arrastando desde o ano passado, quando o atraso no pagamento dos carnês levou ao primeiro corte no fornecimento de água.
Agora, o problema se agravou com o acúmulo da dívida que já alcança R$ 32 mil. ‘‘Chegamos a esta situação porque a maioria dos moradores está há meses sem pagar o condomínio. Agora tudo ficou mais difícil porque a Sanepar retirou o cavalete (registro de consumo) e exige o pagamento integral da dívida’’, disse, revoltado, o porteiro e também proprietário de um dos apartamentos Edilson Ferreira da Silva.
Segundo ele, alguns inadimplentes estão com ‘‘mais de 1 ano e meio sem acertar as contas’’. Um mural colado na portaria do condomínio exibe a ‘‘lista negra’’ dos devedores. A síndica Vera Hopel também está inconsolável. ‘‘A inadimplência atinge 68% dos moradores. O que eu posso fazer?’’.
O Residencial possui 586 apartamentos. Desse total, 340 estão ocupados. O valor do condomínio é R$ 50 e inclui o pagamento de água, salários dos funcionários e luz das áreas de serviço.Dorico da SilvaAs 340 famílias moradoras do Residencial Santos Dummont são obrigadas a buscar água na vizinhançaNelson Sato

mockup