Uma falha detectada por moradores na conclusão da obra do Residencial Aurora Tropical, no Jardim Tókio (Zona Oeste), resultou em uma ação contra a Companhia Municipal de Habitação de Londrina (Cohab) e a Prefeitura, responsáveis pela construção do condomínio em 2000. A reclamação refere-se à colocação de um alambrado em volta do condomínio, quando no local, de acordo com exigência da Lei Municipal (6.033/94), deveria ser construído um muro, atendendo a exigência da padronização urbana.
O síndico do condomínio, Pedro Vanderlei Paulino, que assumiu o cargo em fevereiro de 2006, embasa a ação com informações sobre as 204 casas geminadas construídas na área pela Cohab, que foram apenas cercadas com um alambrado, já previsto no projeto. ''A obra foi entregue sem estar concluída e desde 2005, os moradores começaram a enfrentar problemas'', afirma.
Uma parte do alambrado está inclinada para o interior do condomínio, ameaçando cair e atingir veículos e até crianças e moradores que circulam pelo local. Outra parte já foi reforçada com a construção de um muro de arrimo. As despesas, cerca de R$ 14 mil, foram pagas pelos próprios moradores. ''Os moradores daqui não têm condições de arcar com essas despesas.'' Levantamentos realizados por ele indicam que hoje a construção do muro em volta do condomínio estaria orçada em R$ 600 mil. ''A prefeitura terá que arcar com esse prejuízo.''
A ação declara a nulidade do ato administrativo, por violação de Lei Municipal, cumulada com pedido de indenização e obrigação de fazer. ''Isso significa que se o pedido for acatado pelo juiz, os responsáveis terão que ressarcir o dinheiro gasto, concluir a obra e ainda indenizar os moradores'', explica o advogado do condomínio, Geraldo Saviani. Ele afirma que um laudo do Corpo de Bombeiros já comprovou a necessidade da retirada do alambrado.
De acordo com o presidente da Cohab, Rosalmir Moreira, a Companhia ainda não foi citada. Ele afirmou que o projeto da obra é da administração anterior e que a ação será avaliada pela Cohab. ''É uma reinvidicação antiga dos moradores. Vamos aguardar a citação e responder o processo. Se tivermos que ressarcir os danos e construir o muro, faremos.''

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