Condição é matricular os filhos
Condição é matricular os filhos
Os programas Da Rua Para Escola e Adote Uma Criança beneficiam 96 famílias carentes de Amaporã. Os dois programas são mantidos pelo governo do Estado com a condição de que as famílias beneficiadas matriculem seus filhos nas escolas. A obrigatoriedade dos estudos para receber a ajuda é necessária para evitar que as famílias enviem as crianças para o trabalho forçado nas lavouras.
No programa Da Rua Para Escola, as famílias recebem cestas básicas e a Prefeitura de Amaporã oferece atividades para as crianças no período em que elas não estão na escola. O programa beneficia 60 famílias carentes e funciona no município há dois anos.
O programa Adote Uma Criança existe há dois meses. Famílias do Brasil e do exterior fazem doações que são repassadas ao Provopar de Curitiba. A entidade transforma as doações em cestas básicas, que são enviadas para as famílias carentes. Atualmente cinco municípios do Paraná recebem auxílio do Adote Uma Criança. Em Amaporã, as cestas básicas do programa são repassadas para 36 famílias carentes.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Amaporã, Adilson Boni de Souza, o município está prestes a receber mais uma ajuda. Desta vez do governo federal, com o programa Renda Mínima. O programa contempla famílias carentes repassando o equivalente a R$ 15,00 por mês para cada criança que está na escola.
O problema, segundo o sindicalista, é que para ser beneficiada pelo Renda Mínima a família não pode estar recebendo nenhum outro tipo de ajuda do governo do Estado. Acho isso errado, porque um programa complementa o outro. A cesta básica entregue pelo Da Rua Para Escola e pelo Adote Uma Criança é importantíssima para as famílias carentes. Mas em muitos casos não é suficiente. Se essas famílias também puderem receber mais uma ajuda do Renda Mínima, seria bem melhor, afirma Souza.
A Prefeitura de Amaporã já assinou convênio com o governo federal e a estimativa é de que o Renda Mínima atenda 197 famílias do município. Lutamos para dar melhor condição de vida às famílias carentes de Amaporã e já estamos preocupados porque, no caso do Adote Uma Criança, o programa só tem duração de 10 meses. E depois? O que é que vai ser destas famílias?, questiona o sindicalista.
Segundo Souza, os trabalhadores de Amaporã são penalizados duplamente: primeiro, porque não têm qualificação e a maioria só sabe trabalhar na roça. Depois, porque os latifundiários não produzem o suficiente para ter trabalho o ano inteiro. Conforme informações da Emater de Amaporã, a área do município é de 24 mil hectares. Desse total, 1.500 hectares são de plantio de mandioca; 500 hectares, de plantio de milho; e 250 hectares, de plantio de feijão. (L.P.)





