O agente de seguros Júlio César Pelissari, 26 anos, foi condenado ontem a 38 anos de reclusão em regime fechado, pela morte de seus pais adotivos, ocorrida em junho de 1998. Na época, o duplo homicídio abalou Apucarana pela forma como foi praticado e motivos que levaram Júlio César a tramar e ser o mandante do crime.

O comerciante José Salvador Pelissari, 62 anos, e a mulher dele, Aléssia Pelissari, 58 anos, foram mortos com cinco tiros cada, sendo surpreendidos por dois pistoleiros dentro de casa, quando retornavam de uma missa, num sábado à noite. A porta da casa havia sido aberta aos pistoleiros pelo próprio filho do casal, que planejava ficar com os bens dois pais adotivos. Pela execução do casal, a dupla receberia um veículo Gol, ano 98, e mais R$ 6 mil em dinheiro.

A trama foi rapidamente descoberta pela polícia, que prendeu horas depois do crime, Claudinei Ramos dos Santos, 22 anos, e José de Sousa Oliveira, 31 anos. Em maio deste ano, os dois foram julgados e condenados a 35 anos de reclusão cada um.

No julgamento de ontem, os jurados foram unânimes em todos os quesitos conferindo votação de 7 a 0. Com isso, o réu Júlio César Pelissari recebeu 19 anos de pena para cada uma das mortes, nas quais figurou como mandante.

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