Curitiba - A curitibana Vanessa Quinteiro Naves, 23 anos, foi condenada ontem a 13 anos de prisão pela morte de Elisabeth Maria das Graças Vilibruno, em maio de 1998. Vanessa confessou ter assassinado a mulher, mãe de Ágatha Cristiane Précoma, com quem mantinha um relacionamento amoroso, mas negou ter assassinado a avó de Ágatha, Genoeva Précoma, que morreu no mesmo dia. O advogado que atende o caso, Christiano Souza Neto, disse que vai recorrer da sentença porque entendeu que não foi obedecido o critério de isonomia.
Vanessa foi condenada a 13 anos de reclusão em regime fechado enquanto Ágatha foi condenada a 29 anos de prisão, mas com direito a progressão de regime, o que significa que Ágatha poderá usufruir do regime semi-aberto no final da pena. Ambas foram condenadas por crime hediondo e e estão presas há cinco anos.''Não achamos justo que Vanessa não possa usufruir da progressão do regime e tenha que ficar 13 anos em regime fechado'', disse o advogado, que faz parte do Escritório Modelo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), determinado pelo Ministério Público para atender o caso.
A defesa de Vanessa também tentou amenizar a pena alegando que o crime foi cometido um dia antes dela completar a maioridade. Mas os jurados entenderam, por seis votos a um, que o crime foi cometido na madrugada do dia 31 de maio de 1998, quando a garota já havia completado 18 anos. Elizabeth e Genoeva foram mortas por asfixia. Segundo testemunhas, elas seriam contra o relacionamento homossexual das jovens.

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