Concurso vai selecionar 77 professores na UEL
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sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldair Rizzi, anunciou na tarde de ontem em coletiva na Universidade Estadual de Londrina (UEL) a abertura de concurso para preenchimento de 400 vagas para professores nas universidades e faculdades estaduais já para o ano letivo de 2006. Com isso, o Governo avalia que vai baixar de 22% para 10% o número de professores temporários que hoje atuam sem vínculo definitivo com essas instituições de ensino. Até 2008, a meta do Governo é preencher 820 vagas.
Segundo o secretário, hoje existem 1473 professores trabalhando nas cinco universidades e 12 faculdades estaduais com contratos temporários. Eles foram contratados para suprir as vagas deixadas por afastamentos, licenciamentos, aposentadorias e falecimentos.
Somente na UEL, 77 vagas hoje ocupadas por temporários nos diversos centros serão preenchidas por concursados já para o próximo ano letivo. No total, serão preenchidas 160 vagas até 2008. O número ainda continua sendo muito inferior ao necessário, uma vez que a UEL conta atualmente com 314 professores temporários.
Depois de quase uma década sem realização de concurso público o Governo anunciou a medida dividida em três etapas: as primeiras 400 vagas serão preenchidas até março de 2006. Em 2007 e 2008, serão abertos concursos para preenchimento de mais 210 vagas em cada ano. ''Consideramos alto o percentual de 22% (de professores colaboradores) para mantermos a qualidade da pesquisa, do ensino e da extensão. Fizemos uma programação para baixarmos esse percentual para 10%. Isso resolve definitivamente a questão da falta de professores nas instituições públicas de ensino superior estaduais'', comentou Rizzi.
Com relação ao mesmo decreto qua autoriza a realização dos concurso público, o secretário destacou ainda outras duas ações que foram previstas. A primeira é que a partir de agora, todas as vacâncias que surgirem, tanto para professores quanto para técnico-administrativos, poderão ser repostas por concurso público e não mais por teste seletivo. Outro fator é que os 520 contratos que irão vencer no final do ano ou serão renovados automaticamente ou serão recontratados por testes seletivos. ''Com isso, vamos ter resolvido um problema estrutural complicado porque nos últimos 10 anos não se tem concursos autorizados nas universidades'', afirmou Rizzi.
Presente à coletiva, a reitora da UEL, Lygia Pupatto, considerou que até março a universidade terá condições de realizar os concursos para preenchimento das vagas ocupadas atualmente por temporários. Ela explicou que as contratações serão discutidas pelo Conselho de Administração (CA), que é a instância interna que vai avaliar as necessidades de cada um dos centros. Lygia avaliou que as vagas destinados para a UEL são suficientes. ''O que considero mais importante é que partir de agora esse percentual de 10% não vai mais aumentar porque poderemos contratar por concurso público automaticamente'', concluiu.


