Concurso premia os melhores
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de junho de 1997
Nelson Sato, de Londrina 
Nem vôlei, nem basquete, nem futsal. Quem foi ontem ao Ginásio de Esportes do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense viu uma disputa exótica nas quadras.
Em vez de bola e jogadores, quem tomou conta do espaço foram 150 cães de 45 raças diferentes, que desfilaram com seus criadores de manhã à tarde na segunda Exposição Internacional de Cães de todas as Raças e segunda e terceira Exposição Pan-Americana de Cães de todas as Raças promovidas pelo Kennel Club da cidade.
Meu pai veio aqui para jogar futebol. A gente não sabia que ia ter exposição de cães. Mas eu tô achando interessante, porque tem cachorros aí que eu nem conhecia, dizia nas arquibancadas Natália Iris Passetto, 12 anos, acompanhada da irmã menor. Durante todo o dia, a fauna se apresentou para o público e principalmente para os três juízes argentinos incumbidos de avaliar os melhores exemplares.
A avaliação incluiu características como altura, formato da orelha, pelagem e postura no andar. Segundo o presidente do Kennel Club de Londrina, Rodolfo Preto Jr., os critérios de julgamento obedecem a um padrão internacional conforme o país de origem das espécies. Todo cão possui uma medida ideal. O juiz escolhe aqueles que mais se aproximam dessa medida, explica.
Pelas três pistas passaram cães de cinco estados brasileiros e ainda da Argentina, Uruguai e Paraguai. A passarela reuniu desde animais de raças tradicionais como boxer, chow chow, rot ou mastin napolitano a exemplares pouco vistos no Brasil como bulldog inglês e pug. Se eu fosse escolher o mais gracioso, eu escolheria aquele ali, dizia a visitante Meire Sonda, apontando para um


