Em razão das dificuldades em arrumar emprego, e de se manter nele, os concursos públicos no Brasil são sempre uma chance a mais para alcançar a tão sonhada estabilidade, além de salários razoáveis. Com isso, as filas são inevitáveis. Nesta semana, elas devem se concentrar na Autarquia Municipal de Saúde (Área Central) de Londrina, que está com inscricões abertas até às 16 horas de amanhã para o preenchimento de vagas para médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
De acordo com a diretora de Gestão de Pessoas da secretaria municipal de Saúde, Cláudia Rozabel de Souza Hildebrando, o concurso oferece um total de 17 vagas, sendo duas para médicos, cinco para enfermeiros e 10 para auxiliares de enfermagem. O salário base para as duas primeiras carreiras é de R$ 1.310,08, mas a carga horária é menor para os médicos. Já para auxiliares, o salário base é de R$ 630,67. A taxa de inscrição é de R$ 16,00 para médicos e enfermeiros e de R$ 9,00 para auxiliares de enfermagem.
Pela fila que se formou logo nas primeiras horas após a abertura das inscrições, a expectativa é de que seja ultrapassada a previsão inicial de três mil candidatos disputando as vagas. Apenas na manhã de ontem cerca de 500 pessoas se inscreveram. Por isso, a data de realização das provas ainda não foi definida. A previsão é que os testes sejam aplicados no final de abril, ''mas isso vai depender do número de inscritos''.
''Os aprovados irão repor as exonerações e as aposentadorias que ocorreram na rede municipal de Saúde'', apontou Cláudia. Os candidatos aprovados deverão trabalhar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A enfermeira Mirela Nascimento Pereira, 25 anos, estava se inscrevendo para seu primeiro concurso público mas já espera a forte concorrência. ''Deve ser bastante competitivo porque as faculdades estão saturando o mercado'', disse a candidata que trabalha em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Mesmo assim, ela decidiu se arriscar por causa da ''estabilidade''.
Concorrente direta de Mirela, a enfermeira Fernanda Floter, 27 anos, também reclamou que o mercado na região está cada dia mais concorrido por causa do número excessivo de novos profissionais que se formam todo ano. A aprovação no concurso, segundo ela, seria o ideal para dar tranquilidade. ''É uma boa oprtunidade. O salário não é o ideal mas é razoável'', comentou.

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