Concurso de canto preserva a cultura japonesa
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de julho de 2010
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em 1908, quando os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil, a canção era um dos remédios capazes de amenizar a saudade do País natal. Na época, quando havia um evento festivo, eles aguardavam ansiosamente para se divertir cantando ou ouvindo os amigos. Aos poucos, o karaokê foi lançando raízes entre os descendentes brasileiros, que, hoje realizam no Brasil o maior concurso de música japonesa de todo o mundo, superando em número de participantes até mesmo os festivais realizados no Japão.
Neste final de semana, Curitiba foi sede do 25º Concurso Brasileiro da Canção Japonesa, evento promovido pela Associação Brasileira de Canção (Abrac) e organizado pela Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba (Nikkei Curitiba). 719 candidatos de todas as idades vindos de nove estados se revezaram no microfone, frente a um público de cerca de duas mil pessoas, organizadas em torcidas.
''O concurso nasceu como toda atividade nipônica do País, para preservar a amizade e a cultura japonesa'', explica a presidente da Abrac, Akemi Nishimori. Com o tempo, avalia, o evento acabou ganhando mais importância, pois vem cumprindo outros objetivos, como ajudar na formação dos jovens e, ainda, aumentar a qualidade de vida para a Terceira Idade.
Segundo o organizador do evento, Yuichi Oshima, além da escolha dos melhores em cada categoria, no final todos concorreram ao ''grand prix'', título máximo de campeão brasileiro da canção nipônica.
''Canto há 23 anos, sempre participei'', diz a fonoaudióloga Cintia Nishimura, 29 anos, de Maringá, que venceu no ano passado e em 1995. Por conta da vitória em 2009, neste ano foi para o Japão e se apresentou com um cantor famoso daquele País, Mayazama, que queria mostrar aos nipônicos como a cultura era preservada no Brasil.


