Concurso da Prefeitura de Londrina gera onda de reclamações nas redes sociais
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Guilherme Batista - Redação Bonde 
Muitos candidatos que fizeram o concurso público da Prefeitura de Londrina no último domingo (8) se utilizaram do Facebook para reclamar do processo. Reportagem publicada pelo Bonde na segunda-feira (10), sobre a possível anulação de até quinze questões das provas dos candidatos de nível superior, gerou mais de 360 comentários nas redes sociais. Alguns deles elogiaram o teste e fizeram comentários tranquilos a respeito dele, mas a grande parte foi composta por críticas e reclamações.
A secretária municipal de Recursos Humanos, Kátia Marcos Gomes, destacou que a equipe formada pela pasta para acompanhar o concurso público coletou os principais comentários com o objetivo de mandá-los para a Fundação de Apoio à Unespar (Fafipa), entidade contratada pela prefeitura para formular e aplicar as provas. "Vamos informar a fundação e pedir providências", disse.

A secretária lembrou, entretanto, que o candidato com alguma reclamação precisa formulá-la oficialmente no site da Fafipa. "Fica mais fácil para a entidade fazer o controle das principais dúvidas", argumentou.
No Facebook, os candidatos reclamaram das questões de algumas provas, confusas para alguns e muito simples para outros, do tratamento oferecido pelos fiscais de provas, que, conforme alguns comentários, deixou a desejar e prejudicou no andamento do processo, e, principalmente, do fato de a prefeitura ter divulgado que algumas questões podem ser anuladas.
"Eu que acertei todas essas questões, usando um pouco de lógica, raciocínio, e um pouco de tempo perdido em cada questão vou sair prejudicado. Na minha humilde opinião, uma pessoa que não consegue interpretar uma sentença, mesmo que não esteja com uma palavra sublinhada, não merece ingressar em um cargo público. No dia a dia não recebia textos grafados para interpretar", disparou um dos usuários.
Outro candidato lembrou que um concurso público realizado pela Fafipa em 2013, para a contratação de policiais militares por parte do Governo do Estado, foi investigado pelo Ministério Público (MP) naquela época justamente por conta do registro de problemas com questões mal elaboradas.
Questionada se a prefeitura já sabe se as questões serão, realmente, anuladas, a secretária de Recursos Humanos disse, apenas, que ainda espera uma resposta da Fafipa.


