Concurso da polícia vai ter nomeações
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Marccio W. Varella e Marcos Zanatta 
No máximo em 40 dias serão nomeados 740 novos investigadores e escrivães para delegacias do interior do Paraná, conforme anunciou ontem, em Maringá, o secretário estadual de Segurança Pública Cândido Martins de Oliveira. Segundo ele, os dois mil aprovados serão submetidos a partir da próxima semana aos testes da segunda fase de seleção, que serão feitos pela Escola de Polícia, em Curitiba. Serão observações sobre o comportamento pessoal e psicológico de cada candidato, disse o secretário.
Para Maringá, segundo o delegado-adjunto Roberto Fernandes, serão necessários, no mínimo, 40 investigadores e 20 escrivães. Nos 29 municípios sob a responsabilidade da 9ª Subdivisão Policial de Maringá trabalham cerca de 100 policiais. Precisamos de muito mais do que isso para trabalhar com tranquilidade, acrescentou o delegado.
Reconheço as falhas e as limitações orçamentárias da Secretaria - disse o secretário - mas estamos lutando com muito amor para conter os índices de criminalidade.
Cândido Martins anunciou ainda que o governo está estudando uma forma de fazer com que os recursos do Funrestran sejam divididos entre as polícias Militar e Civil. Atualmente, o Funrestran atende somente a Polícia Militar. A polícia paranaense tem dois outros fundos (Funrespol e Funresbom) para gerir as necessidades do setor. O secretário é o presidente dos três fundos, cujas verbas, segundo Cândido Martins, servem para o reequipamento da polícia.
O secretário se reuniu com os delegados da região Noroeste para apresentar os novos projetos de ação policial, como o Policiamento Comunitário implantado ontem em Maringá.
PMs remanejados O comandante interino da Polícia Militar do Paraná, coronel Waldemar Kretschmer, descartou ontem em Maringá qualquer possibilidade de transferir os policiais aprovados no concurso de terceiro sargento para as cidades de origem. Ele se reuniu com mulheres de policiais do Noroeste do Estado que reclamam das regras do concurso e das condições de trabalho dos maridos. No total 149 novos sargentos do interior foram aprovados para trabalhar em Curitiba.
As cerca de 15 mulheres dos militares de Maringá reclamam da forma como o concurso foi realizado. Elas alegam que no primeiro edital, de 13 de julho do ano passado, foram oferecidas 240 vagas para todo o Estado. Um novo edital foi publicado 11 dias depois, informando que as vagas eram apenas para Curitiba. O pessoal do interior não ficou sabendo dessa correção, alegou uma das mulheres, que pediu para não ser identificada. O comandante interino reafirmou que todos os concorrentes sabiam das regras do concurso.


