Concursados da Polícia Civil apelam para a Promotoria
Paulo Ubiratan
De Londrina
O coordenador dos aprovados no concurso da Polícia Civil do Paraná, Mário Shibazaki, encontrou-se ontem à tarde com o promotor dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, para que ele interceda na Justiça contra a falta de efetivo policial em todo o Paraná. O promotor pediu para que os concursados promovam um movimento popular na cidade e daí solicitará a ação contra o Estado.
No Paraná estão aprovados 1.396 investigadores e 488 escrivães. Em Londrina são 72 para o cargo de investigador e 38 para o cargo de escrivão. Shibazaki afirmou que está juntando 100 assinaturas de concursados com a intenção de entrarem com pedido de habeas-corpus na Justiça para conseguirem as nomeações. Vamos ver se conseguimos repetir positivamente a ação dos Procuradores de Jutiça. Eles entraram com madado de segurança e conseguiram a nomeação para preencher as 12 vagas que existiam, contou.
Shiabazaki disse ontem que os concursados aceitam também ser contratados na mesma forma de João Paulo Noronha, irmão do delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Noronha. Conforme o Diário Oficial do dia 19 de fevereiro do ano passado, João Paulo foi contratado para o cargo de assistente de segurança (símbolo 9-C) através da deliberação 27/98. Ele está recebendo até adicional Tempo Integral de Dedicação (TID), com 100% no seu percentual de salário. Normalmente, recebem esta vantagem somente os policiais civis que entraram na Justiça. Gostaríamos de ter o mesmo privilégio, comentou. João Paulo foi aprovado em primeiro lugar no concurso para escrivão.
Por intermédio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o delegado Noronha contestou as alegações dos concursados. O irmão do delegado Noronha já estava há mais de três anos trabalhando na Secretaria de Segurança Pública e, no ano passado, ocorreu a sua recontratação. Os aprovados no concurso são do quadro efetivo da Polícia Civil, por isso não existe relação nenhuma com a nomeação de João Paulo que é contratado da Secretaria de Segurança, informou a assessoria de Noronha.
Ontem, em Londrina, o governador Jaime Lerner disse não acreditar no desabafo do secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, na reunião que fez em setembro com os concursados. Em fita cassete conseguida pela Folha, Cândido disse que não aguentava mais os problemas na área de segurança e que a entrada dos concursados iria higienizar a Polícia Civil.





