Concorrentes querem qualidade
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quinta-feira, 15 de maio de 1997
Da Redação 
Milton DóriaVontadeVera Sabec sobre a disputa: Não é tanto pelo salário, nãoAs duas candidatas ao cargo de secretário de Educação, até o momento, defendem a mesma proposta: a qualidade do ensino na rede pública municipal. Atualmente elas dividem espaço na parte administrativa da Secretaria.
Elas afirmam que a candidatura não mudou o relacionamento, nem criou rivalidade interna entre as funcionárias. Ainda que de forma acanhada, elas já estão em campanha.
Quinha foi professora por 25 anos e há 20 ocupa cargo de administração na secretaria. Atualmente ela é coordenadora geral. Vera está na administração há dois anos, depois de 15 anos na rede, 12 deles como diretora de escola. Hoje é orientadora das escolas urbanas.
Ambas justificam a candidatura pela vontade de aproveitar a experiência adquirida durante a carreira e melhorar o ensino. Está tudo muito amadurecido, não dá para deixar isso tudo. Quero fazer mais, diz Quinha. A idéia da candidata é desenvolver projetos de continuidade do trabalho da Secretaria. Nesse setor não se faz mudança brusca. A proposta de Vera, que já está coordenando um levantamento da situação de cada escola junto à categoria, é analisar cada setor da Educação e trabalhar junto com os professores.
Milton DóriaProjetosQuinha: Neste setor não se faz mudanças bruscas
Quinha e Vera negam que os rendimentos mensais de um secretário - aproximadamente R$ 3,6 mil, sendo pouco mais de R$ 2 mil de salário, acrescido por uma verba de representação - tenham motivado a candidatura. Já no processo de aposentadoria e no nível máximo do magistério, Quinha afirma que, apesar de um inferior ao de secretário, seu salário não é muito diferente. Não é tanto pelo salário não, diz Vera, admitindo que seus ganhos atuais na Secretaria ficam bem abaixo dos R$ 3,6 mil.
Na opinião da presidente da comissão eleitoral, Delmira de Assis Finavaro, o salário de secretário também conta no interesse dos candidatos ao cargo. Para ganhar um valor próximo dos R$ 3,6 mil, segundo Belmira, um professor precisa trabalhar a vida toda - no final da carreira vai chegar quase lá. Só trabalhando 40 horas semanais por 25 anos. Com 20 horas não chega nunca a isso, diz Belmira Finavaro.
Belmira acredita que candidatar-se ao cargo é unir o útil ao agradável, já que a secretaria de Educação, na sua opinião, está bem estruturada.


