Conclusão do IML depende de ações burocráticas
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quinta-feira, 14 de novembro de 2002
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Trâmites burocráticos estão impedindo a conclusão das obras na nova sede do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. Segundo Antônio Carlos Camargo, diretor técnico da Execon, empresa de engenharia que venceu a licitação para a reforma, os trabalhos não poderão ser retomados antes da formalização do contrato das obras. ''Trabalhamos desde o início de setembro apenas com ordem de serviço. Sem o contrato formalizado, não é possível pedir à Copel a instalação da central de energia elétrica para os laboratórios, legalizar a obra perante o INSS nem pedir alvará de licença para a reforma'', explica o diretor.
As obras tinham conclusão prevista para o final de novembro, quando o prazo de 60 dias dado à empresa se esgotaria. O chefe do IML de Londrina, Ademar Consalter, explica que a interrupção atendeu à necessidade de regularização do contrato. ''Não é possível deixar o prédio pronto com uma brecha de irregularidade, que pode dar uma multa tão pesada que seja até maior que o valor do imóvel'', afirma Consalter.
Camargo afirma que o pagamento à empresa, motivo descrito pela imprensa como pivô do atraso nas obras, poderá ser feito logo após a regularização do contrato. O novo prédio do IML tem 975 metros quadrados e fica na rua Araçatuba, no Parque Alvorada (zone oeste). Consalter explica que as obras estão praticamente finalizadas, faltando apenas pintura, aplicação de uma camada de chumbo para proteção na sala de raio X e a transferência dos equipamentos da sede atual. ''Depois de tudo acertado, a mudança deve ser feita dentro de dez dias'', garantiu o presidente.
A sede atual funciona junto à 10 Subdivisão Policial (SDP), nas palavras de Consalter, um ambiente ''apertado e sem alguns equipamentos que só estarão disponíveis na nova sede''. Segundo a Execon, as obras estão orçadas em pouco mais de R$ 65 mil.
Da definição dos contratos dependem também outras definições, como a autorização do Conselho Nacional de Energia Nuclear para a instalação do aparelho de raio X. Consalter explica que a assinatura dos contratos passou longe do IML de Londrina e que a responsabilidade pelo processo cabe à Secretaria de Segurança. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria, o documento autorizando o repasse para o pagamento das obras ainda está nas mãos do governador Jaime Lerner e deve ser assinado na próxima semana.


