Conclusão da Boiadeira está garantida
TRANSPORTES Conclusão da Boiadeira está garantida Ministro dos Transportes e governador visitam obras da estrada e do complexo de pontes sobre o Rio Paraná, em Porto Camargo Ricardo AbreuSid SauerPRIORIDADESDe helicóptero, governador e ministro sobrevoaram as obras; complexo de pontes de quase três quilômetros de extensão está orçado em R$ 136 milhões e as obras da Estrada Boiadeira deverão custar R$ 40 milhões Vânia Moreira De Umuarama e Sid Sauer De Campo Mourão O Ministro dos Transportes Eliseu Padilha e o governador Jaime Lerner (PFL) vistoriaram ontem à tarde as obras da ponte sobre o Rio Paraná, em Porto Camargo, e da Estrada Boiadeira, entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste. Juntas, as duas obras estão orçadas em R$ 176 milhões e vão criar um novo corredor rodoviário com Mato Grosso do Sul. Padilha e Lerner também visitaram a 26ª Exposição Agropecuária e Industrial de Umuarama, no Parque de Exposições Dario Pimenta da Nóbrega. Segundo Lerner, o complexo de pontes em Porto Camargo é a maior obra em construção no Paraná. O complexo reúne 2.970 metros de pontes sobre quatro canais do Rio Paraná e aproximadamene 13 quilômetros de aterros nas várzeas e ilhas do arquipélago de Ilha Grande. A ponte, construída pelo governo do Estado, vai custar R$ 136 milhões. São R$ 63 milhões nas estruturas sobre pilares e mais R$ 73 milhões em aterros. O governador adiantou que 80% das obras estão prontas e que a ponte será concluída dentro de alguns meses. A ponte vai ligar Icaraíma (67 quilômetros a noroeste de Umuarama) a Naviraí, em Mato Grosso do Sul, num ponto do Rio Paraná onde não existe serviço de travessia por balsa. Para chegar a Naviraí é preciso dar uma volta de mais de 250 quilômetros por Guaíra ou Porto São José, na região de Paranavaí. A ponte em Porto Camargo vai reduzir pela metade a distância e criar um novo corredor de exportação com o Centro-Oeste, principalmente depois da pavimentação da Estrada Boiadeira, que ligará Icaraíma a Campo Mourão, passando por Umuarama. A conclusão da pavimentação da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, só depende da bancada paranaense no Congresso Nacional. A afirmação foi feita pelo ministro Eliseu Padilha durante visita às obras da pavimentação, a 30 quilômetros de Campo Mourão, já no município de Araruna. Padilha esteve no local juntamente com o governador Jaime Lerner. Segundo o ministro, a conclusão da obra já foi eleita como prioridade pelo governo federal e a conclusão do trecho, de cerca de 45 quilômetros, depende apenas da aprovação do Orçamento Geral da União, que está em discussão no Congresso. Isso eu tenho certeza que a bancada do Paraná está se empenhando ao máximo para a aprovação dos recursos, disse Padilha. O trecho até Cruzeiro do Oeste deve ficar pronto ainda este ano. A conclusão da Estrada Boiadeira é praticamente certa, afirmou o ministro. Padilha ressaltou também que a Boiadeira, depois de totalmente asfaltada, ligando o Noroeste do Estado com o Mato Grosso do Sul, vai trazer um impacto positivo para todas as cidades e povoados existentes em seu percurso. O ministro disse também que a estrada será responsável por grande fluxo de cargas entre o Centro-Oeste e o Sul do País. A segunda estapa da pavimentação da Estrada Boiadeira, entre Cruzeiro do Oeste e Porto Camargo, na divisão com o Mato Grosso do Sul, deve ficar para a partir do ano que vem. O trecho de 80 quilômetros, no entanto, já está com projeto licitado. A idéia é aproveitar pelo menos 30 quilômetros de rodovias que já estão asfaltadas, precisando pavimentar apenas outros 50 quilômetros. As alterações, no entanto, ainda estão em estudos. A Estrada Boiadeira teve seu traçado feito no início do século. Somente a pavimentação é reivindicada em Campo Mourão há mais de 40 anos. As obras começaram em 1986, mas pararam em 1991 e só foram retomadas em setembro de 1998. Nesse período todo, foram asfaltados 30 dos 75 quilômetros entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste. Ao todo, a obra está orçada em R$ 40 milhões, sendo que R$ 10 milhões já foram investidos nos trabalhos. Este é um momento histórico, disse o governador Jaime Lerner, que acompanhou Padilha na visita às obras. Segundo ele, a pavimentação vai trazer uma perspectiva econômica extraordinária para a região.





