Concluídas licitações para construir UBSs nas zonas leste e oeste de Londrina
Empresa da cidade venceu processos licitatórios para erguer Unidades de Saúde nos jardins Acquaville e Maracanã; cronograma de obras tem prazo total de 18 meses
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Empresa da cidade venceu processos licitatórios para erguer Unidades de Saúde nos jardins Acquaville e Maracanã; cronograma de obras tem prazo total de 18 meses

Duas licitações para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos jardins Acquaville (leste) e Maracanã (oeste) foram concluídas na terça-feira (28) pela Prefeitura de Londrina. O município adotou, pela primeira vez, o modelo de contratação integrada, que reúne, em um único contrato, a elaboração dos projetos e a execução das obras, que serão realizados pela mesma empresa - Tekenge Engenharia e Construções, de Londrina. Para os próximos dias estão previstas a apresentação das garantias e a assinatura dos contratos. O cronograma das obras está estruturado em duas fases, com prazo total estimado em 18 meses
Em ambos os casos, as unidades terão uma área construída de 780 metros quadrados, implantada em terrenos de aproximadamente 4 mil metros quadrados, com previsão de estacionamento e estrutura completa. A futura UBS do Jardim Acquaville será instalada na Rua Akeo Hasuda esquina com Avenida Azilé Miguel Abujamra; a do Jardim Maracanã, na Rua Norberto Kemmer, esquina com as ruas Olympio Theodoro e José Piloto.
O valor total de investimentos previstos é de R$10,1 milhões, aportados pelo Governo Federal com contrapartida do Município.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, as estruturas serão construídas no padrão de UBS tipo III estabelecido pelo Ministério da Saúde: de porte médio, elas serão projetadas para abrigar Equipes da Estratégia Saúde da Família, com foco em humanização, acessibilidade e sustentabilidade. “Serão estruturas modernas e adequadas para ampliação das equipes de Saúde da Família, saúde bucal e equipes multiprofissionais, contribuindo diretamente para o fortalecimento do SUS e para a redução de vazios assistenciais”, detalhou.
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Redistribuição da demanda
A implantação da UBS no Jardim Maracanã, com investimento próximo de R$5 milhões, deve contribuir para a redistribuição da demanda na região oeste, hoje concentradas na UBS Panissa, ampliando a cobertura assistencial e permitindo a criação de novas equipes multiprofissionais.
Já a unidade do Jardim Acquaville, com R$5,1 milhões de investimentos previstos, reforça a estratégia de descentralização do atendimento e da ampliação do acesso em áreas de crescimento urbano.
Duas fases
O cronograma das obras está estruturado em duas fases, com prazo total estimado em 18 meses. Nos primeiros seis meses após a assinatura dos contratos, deverão ser elaborados os projetos básicos, obtidas as aprovações legais e definidos os detalhamentos orçamentários e de planejamento das obras.
Na sequência, após a validação desta primeira etapa, é previsto o início da fase executiva, com duração de 12 meses, que inclui o desenvolvimento dos projetos executivos e a construção das unidades.
A contratação abrange todas as etapas técnicas necessárias, desde levantamentos e estudos preliminares até o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos e complementares de engenharia, utilizando a metodologia BIM (Building Information Modeling) – uma abordagem colaborativa que utiliza modelos 3D inteligentes para integrar dados de todo o ciclo de vida de uma obra – planejamento, design, construção e operação.
Também estão incluídos projetos estruturais, elétricos, hidráulicos, de prevenção contra incêndios, gases medicinais, comunicação visual e sistemas de engenharia mecânica, além da elaboração de orçamentos e cronogramas detalhados.
Avanço
De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, Sérgio Willian Costa Becher, a adoção do modelo integrado representa um avanço na governança das obras públicas. “Ao concentrar em um único contrato as responsabilidades pelo projeto e pela execução, conseguimos reduzir significativamente os riscos de inconsistências técnicas e garantir maior previsibilidade de prazos e custos”, afirmou.
Ele acrescentou que a estratégia também fortalece o controle sobre a qualidade final das edificações. “A empresa contratada passa a responder por todo o ciclo da obra, o que induz a soluções mais eficientes e alinhadas desde a concepção até a entrega”, completou.
(Com informações do N.Com)


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