Cerca de 50 policiais militares e funcionários técnicos da América Latina Logística (ALL) concluíram neste final de semana a remoção das três locomotivas que estavam tombadas na Serra do Mar, próximas à estação em Morretes, desde o dia 23 de setembro. Com a retirada, fica interrompida a principal fonte de contaminação no Rio Caninana, afluente do Nhundiaquara que abastece os moradores de Morretes.
O trabalho de remoção das locomotivas durou toda a tarde, só terminando no início da noite de sábado. As máquinas foram encaminhadas para o pátio da ALL em Paranaguá. ‘‘A fonte de contaminação do rio vinha do óleo das locomotivas, mas ainda há o problema da infiltração no terreno’’, alertou, ontem, o capitão da Polícia Militar, Luiz Henrique Pombo do Nascimento. Ao todo foram derramados quatro mil litros de óleo no local.
Nascimento informou que a partir de hoje começa a remoção dos 14 vagões que ainda bloqueiam a ferrovia, permitindo apenas a passagem precária de outros trens. No dia do acidente eram 21 vagões. Os vagões estão carregados com açúcar e um com farelo de soja. Os produtos, que seriam exportados caso não houvesse o acidente, já começaram a ser retirados e levados para um armazém em Paranaguá. Parte da carga será recuperada.
Devido ao processo eleitoral de ontem, os trabalhos no local do acidente foram interrompidos, só retornando hoje. ‘‘Ao lado do trilho do trem passa a fiação de cabos óticos. Se um desses cabos se rompesse, todo o sistema eletrônico das eleições estaria comprometido no Litoral’’, disse Nascimento. A conclusão dos trabalhos para a liberação total da ferrovia dependerá das condições climáticas desta semana.
A ALL terá 30 dias para entregar laudo com a avaliação da malha ferroviária que está sob sua administração no Estado. A exigência foi feita pelo Instituto Ambiental do Paraná. A empresa deve também apresentar, em dez dias, documento com a descrição das qualificações técnicas dos responsáveis pelo tráfego no trecho entre Curitiba e Paranaguá e 15 dias para instalar uma central de equipamentos e atendimentos de emergência. A ALL terá mais 60 dias para implantar planos de contingência em toda a ferrovia.

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