Mônica Kaseker

DivulgaçãoDevagarContorno Leste é o lote mais atrasado, depois da paralisação durante nove meses por problemas ambientaisParte do Contorno Norte de Curitiba, ligando o Parque Castelo Branco até a estrada de Colombo, vai ser construída pela empresa concessionária que vencer a licitação no próximo mês de março. Segundo o engenheiro João Alberto Sautchuk, diretor do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), todas as obras preparatórias para a privatização das rodovias vão ser concluídas dentro do prazo, no final do ano que vem, mas a partir de outubro deste ano as concessionárias vão trabalhar ao lado das empresas construtoras em vários trechos.
Dos nove lotes, o que está com as obras mais atrasadas é o do Contorno Leste. O cronograma não pôde ser obedecido porque houve dificuldades para a obtenção do licenciamento ambiental e de zoneamento metropolitano junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec), que questionavam o impacto que a estrada poderia causar. A obra ficou nove meses parada, mas agora está em ritmo acelerado para entrar no cronograma inicial. No trecho, 10% da terraplenagem já está pronta. O Contorno Leste começa na BR-116, em Quatro Barras (num ponto 17 quilômetros à frente do trevo do Atuba), cruza a BR-277 (perto da Academia Militar do Guatupê) e a BR-376 em São José dos Pinhais, até chegar novamente na BR-116, no Pinheirinho.
O Contorno Leste faz parte do corredor rodoviário São Paulo-Florianópolis. Esta semana uma audiência pública determinou o plano de concessão das rodovias do corredor. Além de determinar que parte do Contorno Norte vai ser construído pelo próprio concessionário, a audiência definiu detalhes sobre a urbanização da BR-116 na saída para São Paulo. Um trecho de 17 quilômetros, até Quatro Barras, vai ter ruas laterais de acesso. Em todo o Paraná vão ser 116 quilômetros de ruas paralelas, nove viadutos e 26 passarelas para pedestres.
Segundo Sautchuk, as outras obras preparatórias das rodovias estão adiantadas. As restaurações das BRs 116 e 376 devem estar concluídas ainda neste semestre. Até o final do ano que vem as rodovias deverão estar preparadas, inclusive pelas concessionárias, para a cobrança de pedágio. As concessionárias devem começar a construir no segundo semestre deste ano os alargamentos de pontes e viadutos, sinalização, praças de pesagem, centros de operações e centros de atendimento ao usuário.

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