CONCESSIONÁRIAS SE DEFENDEM
ECONORTE (Lote 1)
O presidente da Econorte, Gustavo Mussnich, lembra que o trecho administrado por sua concessionária foi classificado pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) como uma das estradas em melhor condição de tráfego do Brasil. Mussnich disse que os problemas estruturais, que requerem investimentos, serão solucionados somente com o fim do impasse em torno do reajuste das tarifas. Sobre defeitos apontados nas rodovias de responsabilidade da Econorte, ele explicou que é preciso avaliar se compreendem obras de investimentos ou de manutenção.
VIAPAR (Lote 2)
A direção da Viapar também destacou o fato de a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) ter classificado a rodovia entre Cascavel e Cambé, que está sob o comando da concessionária, como a terceira pista melhor conservada do País. Por congregar caminhoneiros e transportadoras, a Viapar reconhece a CNT como uma entidade com credibilidade para julgar e avaliar assuntos relacionados as estradas. Com relação aos problemas verificados ao longo do trecho de sua responsabilidade, a Viapar colocou que eles são pontuais e não comprometem a política de trabalho da concessionária.
RODOVIA DAS CATARATAS (Lote 3)
Para Ronaldo Gaspar, diretor de operações da Rodovia das Cataratas, os acostamentos impraticáveis e as irregularidades na pista estão relacionados à vida útil das rodovias. A garantia de uma boa estrada depende da recuperação total da pista. O comprometimento dos acostamentos estaria ligado ao grande número de acessos ao logo da BR-277. Somente no trecho da Rodovia das Cataratas, segundo Gaspar, são mais de 1,2 mil entradas para postos de combustível, propriedades rurais e etc. Esses acessos facilitam a depreciação do acostamento.
CAMINHOS DO PARANÁ (Lote 4)
Em fax enviado à redação, o presidente da Viapar, Julião Terbai Júnior, esclarece que ‘‘nos serviços de implantação do Anel de Integração foram realizados trabalhos iniciais objetivando restituir as condições de trafegabilidade e segurança às rodovias. Infelizmente, devido à redução de tarifas, os serviços de restauração não puderam ser iniciados na data prevista e alguns segmentos da rodovia, já em fase final de vida útil, começaram a sofrer um processo mais acelerado de deterioração, o qual não se consegue corrigir com simples intervenções de manutenção’’.
RODONORTE (Lote 5)
De acordo com a direção da Rodonorte, se não fosse a redução da tarifa de pedágio, quase que a totalidade do trecho sob sua responsabilidade já estaria restaurado. As pistas entre Ponta Grossa e Apucarana, Ponta Grossa e Curitiba e Ponta Grossa a Jaguariaíva já estariam com o recape novo, os acostamentos em condições de uso e vários trechos já teriam a terceira faixa. Cerca de 60 quilômetros da BR-376 também já estariam duplicados, garantindo maior segurança na Serra do Cadeado, um dos trechos maios perigosos da Rodovia do Café.
ECOVIA (Lote 6)
Sobre os principais problemas registrados entre Curitiba e Paranaguá, onde o trecho mais crítico, por conta das irregularidades na pista, está na descida da Serra do Mar, a direção da Ecovia tem as mesmas justificativas das demais concessionárias. Segundo Adhemar Rodrigues Alves, presidente do consórcio, a recuperação da pista requer investimentos de grande porte. Ele garante que pelo menos 40% dos 136,6 quilômetros administrados pela Ecovia já estariam restaurados se o governo não tivesse determinado a redução do pedágio.