Concessionárias aceitam retomar obras e querem 100% de aumento
Giovani Ferreira
Diante das dificuldades de negociação com o governo do Estado, as concessionárias que administram o Anel de Integração já admitem retomar o investimento em obras de duplicação e restauração das rodovias contempladas pelo contrato. Para isso as empresas solicitam um reajuste único de 100% na tarifa do pedágio, deixando de lado as reivindicações de alguns lotes que apontavam para percentuais de até 150%. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), regional do Paraná, entende que é besteira pensar em um percentual superior a 100%.
Washington Lemos Filho, presidente da ABCR/PR, disse que as concessionárias aceitam cumprir o cronograma definido pelo governo, desde que o reajuste da tarifa não fique abaixo dos 100%. Esse seria o percentual mínimo para garantir as obras que o governo exige que sejam executadas dentro de três anos, disse Lemos Filho.
As prioridades do governo estão as obras de duplicação entre Ponta Grossa e Apucarana, Relógio (Irati) e Guarapuava e Cascavel e São Miguel do Iguaçu, além de 1,2 mil quilômetros de restauração. De acordo com Washington, o governo está jogando pesado e não abre mão das obras. No entanto, explica o representante das concessionárias, estes trabalhos dependem unicamente da definição do reajuste.
A possibilidade de as concessionárias concordarem com um reajuste abaixo dos 100%, está relacionada com o cronograma das obras. As empresas podem até aceitar uma tarifa mais suave, desde que o governo concorde em alongar o prazo de execução das obras previstas no contrato, principalmente daquelas consideradas prioritárias, que devem ser concluídas no período de três anos.
De acordo com Washington, sem o reajuste mínimo de 100%, as concessionárias não terão caixa para executar as obras. Ele lembrou que desde a redução da tarifa normal, há 11 meses, as empresas vem acumulando prejuízos e não possuem recursos disponíveis para aplicar em novos investimentos.
O secretário de Transportes, Heinz Heiwg, disse ontem que o governo pretende definir e anunciar o percentual de reajuste ainda esta semana. Heinz reforçou de posição do Estado em não abrir mão das obras contempladas pelo contrato. Segundo o secretário, esse vem sendo um dos pontos principais em torno da discussão de aumento da tarifa.





