Concessionária quer mudar acessos a estradas rurais
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de agosto de 1998
Marcos Zanatta 
A Viapar, empresa concessionária do Lote 2 do Anel de Integração, quer mudar os acessos a estradas rurais dos trechos entre Cambé a Paranavaí (215 quilômetros), e entre Maringá e Cascavel (259 quilômetros).
A empresa alega que na maioria dos casos os acessos a estradas não oferecem as mínimas condições de segurança aos usuários.
Um estudo está sendo preparado pelos técnicos da Viapar para apontar quantos pontos devem ser mudados e o que pode ser alterado para garantir maior segurança aos motoristas e também agricultores instalados nos trechos do Lote 2.
O principal problema detectado pelo pessoal do serviço de inspeção das rodovias são as máquinas agrícolas ou veículos de tração animal, que saem das estradas e muitas vezes entram direto nas rodovias.
O serviço de inspeção é executado em todo o trecho com cobrança de pedágio durante 24 horas por dia, e tem notado a falta de segurança em alguns pontos de entrada e saída de propriedades rurais.
Outro problema é que nos períodos de chuva, os veículos que saem das estradas rurais levam lama para a rodovia. O trecho fica com a pista escorregadia, aumentando o risco de acidentes, explica o assessor de marketing da empresa, Frederico De La Roque.
A intenção da Viapar é mudar todos os acessos que apresentam algum risco aos usuários. A maioria das saídas de estadas rurais, segundo a empresa, foi construída fora das normas de segurança. Onde for necessário vamos fazer mudanças, anuncia De La Roque.
A própria Polícia Rodoviária confirma que os cruzamentos com estradas rurais sempre foram um problema sério, que apesar de não estarem entre as principais causas de acidentes na região de Maringá, apresentam sérios riscos aos usuários.
Na maioria das praças de pedágio do Paraná estradas rurais estão sendo utilizadas como desvios precários.


