A concessionária Rodonorte, que administra o lote 5 do Anel de Integração, não quer nem ouvir falar na proposta de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que está sendo articulada pela oposição na Assembléia Legislativa do Paraná. Na avaliação da presidência da empresa, essa é uma preocupação do governo do Estado, que teria a responsabilidade de dar suporte político ao contrato de concessão com as concessionárias.
Segundo Geraldo Villin Prado, presidente da Rodonorte, o que a empresa pode fazer nessa questão, que é atender às solitações dos deputados, está sendo feito. A concessionária garante que já respondeu a três solicitações da Assembléia, enviando documentos com dados da proposta comercial, recursos investidos e balanço das obras que foram executadas até o momento.
Sobre o laudo técnico encomendado pelos deputados do PT, Villin acredita que essa documentação ‘‘não vai ter muito significado’’. De acordo com ele, os técnicos não procuraram a empresa para saber sobre os detalhes do investimento. Eles estariam baseando-se apenas na proposta comercial da concessionária.
A Rodonorte acredita que do ponto de vista técnico a possibilidade dessa CPI ser aprovada não oferece nenhuma ameaça aos propósitos da empresa. Sobre o problema político, Villin afirmou que a concessionária não irá opinar, por entender que nessa questão é de responsabilidade do governo.
Com relação as denúncias de superfaturamento que vêm sendo feitas pelo deputado estadual Péricles de Holleben Mello (PT), Villin disse que o parlamentar tem todo o direito de dar a sua opinião sobre o assunto.(G.F.)

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