Concessionária divulga cobrança
Alexandre Sanches
Paulo WolfgangMusnich: R$ 2,5 milhões por mêsA partir de hoje, os meios de comunicação do Norte do Paraná estarão divulgando campanha institucional da Econorte - concessionária responsável pelo Lote 1 do Anel de Integração -, informando sobre o início da cobrança de pedágio em três praças a partir da 0 hora de domingo. A campanha também vai orientar os usuários sobre como se portar nos guichês de cobrança. A informação é do diretor presidente da empresa, Gustavo Musnich, em entrevista coletiva ontem à tarde.
A cinco dias do início da cobrança, Musnich garante que não há mais problemas para operacionalizar os serviços na BR-369, entre a divisa do Estado de São Paulo ao trevo de Rolândia e na PR-323 entre Cambé e o posto fiscal Charles Naufal. A tarifa será diferenciada. Em Sertaneja, a tarifa foi ajustada em R$ 2,80; Cambará R$ 3,10; e em Jataizinho, R$ 3,70.
Gustavo Musnich anunciou que a empresa já estuda casos específicos de cobrança para os agricultores que residem próximo às praças e necessitam passar pelos pedágios várias vezes ao dia. ‘‘Não achamos justo uma pessoa trafegar alguns quilômetros na rodovia e pagar como se tivesse percorrido toda a extensão beneficiada’’, argumentou.
Ele afirmou que a isenção total é somente para viaturas oficiais e que atendem a emergências. No mês passado em Jataizinho, foi realizado protesto contra a instalação da praça de pedágio próximo ao trevo de acesso a Assaí. Políticos prometeram entrar com ações judiciais contra a cobrança. Musnich disse que a Econorte está preparada para enfrentar os protestos e ações.
Ele esclareceu que a cobrança bidirecional - ida e volta - não foi definida pela empresa, mas pelo contrato estabelecido pelo governo do Estado. ‘‘Se fôssemos cobrar somente na ida, a tarifa logicamente seria mais cara para o usuário’’.
A Econorte já investiu, segundo Musnich, R$ 16,7 milhões no trabalho de recuperação, e até o final de 98 pretende investir mais R$ 11 milhões. Durante os 24 anos de concessão das rodovias, a que a empresa tem direito, a previsão de investimento gira em torno de R$ 800 milhões, com obras de conservação e duplicações previstas em contrato. Com a cobrança de pedágio, a empresa acredita que vai ter um lucro aproximado de 17% no final dos 24 anos.
‘‘A nossa previsão é arrecadar com o pedágio R$ 2,5 milhões por mês nas três praças juntas. Parte deste dinheiro será revertida em melhorias e serviços de apoio’’, disse. A previsão da Econorte é que, por dia, passem pelas três praças cerca de 15 mil veículos.

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