Marcos Zanatta
A Viapar, concessionária do lote dois do Anel de Integração, com 474 quilômetros, fez 49 mil atendimentos em um ano de operação. A empresa iniciou os trabalhos junto aos usuários das rodovias do lote algumas semanas antes da cobrança de pedágio, no dia 16 de junho do ano passado. Na semana passada divulgou balanço mostrando que, diariamente, são atendidas 136 ocorrências, a maior parte de retirada de objetos e detritos da pista. Cerca de 1,3 mil vítimas de acidentes foram socorridas pela empresa, com pelo menos 30% retiradas de ferragens.
O presidente da Viapar Nilton Marchetti alega que, apesar do número de acidentes atendidos, o trecho do lote dois sofreu melhorias ‘‘que, com certeza, evitaram um número maior de acidentes’’. Marchetti lamenta o impasse criado entre concessionários e o governo do Estado, que reduziu unilateralmente o valor das tarifas do pedágio. ‘‘Se isso não tivesse ocorrido o Anel de Integração seria um grande canteiro de obras’’, afirma.
Ele acha que o valor da tarifa prejudica até a economia do Estado. ‘‘Milhões de dólares deixaram de ser investidos em obras por várias regiões, impedindo a geração de empregos’’. Marchetti diz que, com o Anel de Integração, o Paraná se coloca na vanguarda, seguindo exemplos de países desenvolvidos, onde o pedágio garante serviços de qualidade.

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